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Parasitas oportunistas

Aliança com os golpistas colocou em risco a vitória de Lula

Os supostos aliados de Lula não deram sequer um voto para o ex presidente, pelo contrário, são sangue sugas de sua popularidade, promoveram a si mesmos em detrimento de Lula


Lula venceu as eleições presidenciais. É um marco na história política do Brasil e do mundo. A maior liderança operária da América Latina voltará ao governo após 6 anos do golpe de Estado organizado pelo imperialismo. A vitória, sem sombra de dúvida, se deu devido a gigantesca mobilização popular que se tornou cada vez maior nos últimos 6 anos. Foi contudo, uma vitória apertada, e as “alianças” com os golpistas, um peso morto que jogava contra Lula, poderiam ter levado à derrota.

Lula venceu o segundo turno com pouco mais de 60 milhões de votos, 3 milhões a mais do que havia garantido no primeiro. Bolsonaro por sua vez, fechou com pouco mais de 58 milhões de votos, um crescimento de 7 milhões. Ao mesmo tempo a campanha de Lula se fortaleceu muito no 2º turno, algo que não se viu com Bolsonaro nas ruas, apenas na campanha dos empresários que despejaram mais de 80 milhões em seu candidato e realizaram todo tipo de coação contra os trabalhadores para tentar vencer.

O ex presidente Lula deu um exemplo em sua campanha, mobilizou dezenas de milhares em diversos atos de rua nas periferias, garantiu o crescimento de 3 milhões de votos, garantiu também a vitória no Estado de Minas Gerais, onde o governador jogou pesado para virar para Bolsonaro. Mas o que pode ser dito sobre Lula é o total oposto do que houve com os supostos aliados. Só Ciro Gomes e Simone Tebet somados tiveram mais de 8 milhões de votos, ou seja, nem metade da base que votou em ambos migrou seus votos para Lula. Na verdade, os votos podem todos ter migrado para Bolsonaro neste segundo turno.

A direita que estava “apoiando” Lula nestas eleições era na realidade uma direita falida, destruída pelo bolsonarismo que tomou o seu lugar em quase todos os principais estados do Brasil e no Congresso nacional. O PT desnorteado com a nova situação política acreditou que o MDB, Alckmin, o PSDB, eram na verdade as forças políticas que haviam sido até o ano de 2016. Alckmin é uma boa expressão desse setor, um cartucho gasto pela burguesia, ele nem mesmo detinha o controle do PSDB, que por sua vez nem tem mais a sua principal fonte de poder, o governo de SP. O PT se aliou com, nas palavras de Trótski, a sombra da burguesia.

No Rio de Janeiro por exemplo o PT se apoiou no bloco da direita tradicional do Estado, Marcelo Freixo, PSB, e Eduardo Paes, PSD, ambos ligados a Globo. Freixo perdeu de lavado no 1º turno para um governador desconhecido até o ano de 2020, recordista em massacres da polícia militar em favelas. O lava jatista é um candidato tão impopular que nem mesmo os militantes do PSOL, o partido qual ele abandonou, tinham muito ímpeto em fazer campanha. Marcelo Freixo apenas tirou votos de Lula o relacionando com a direita falida odiada pelos trabalhadores.

Já Eduardo Paes se tornou o líder da campanha de Lula no Rio de Janeiro no 2º turno. Ele é o atual prefeito do Rio de Janeiro, a segunda cidade mais rica do Brasil. Nem mesmo com o aparato da prefeitura apoiando ele virou o jogo para Lula, a diferença se manteve igual no 1º e no 2 turno, 200mil votos. É uma demonstração de que o apoio de Paes não teve valor nenhum, ele por sua vez reciclou sua imagem dentro da esquerda e agora prepara um golpe contra o PT que será chantageado para não lançar candidatos em 2024 em detrimento de Paes, que, seguindo exemplo de Freixo, tende a perder.

O caso do Rio Grande do Sul também é emblemático, o candidato que foi ao segundo turno concorrendo com um bolsonarista era Eduardo Leite, o famoso Bolsogay do PSDB. O PT declarou apoio a Leite no segundo turno, ele venceu as eleições mas o mesmo não aconteceu com Lula, que seguiu sendo derrotado por Bolsonaro. Lula cresceu apenas 90 mil, já Bolsonaro subiu 500mil votos. Esse caso deixa muito claro que o apoio de Lula possuiu um valor, já o “apoio” do PSBD é igual a nada, ou pior.

O caso do Rio Grande do Sul também escancara a farsa do apoio da 3ª via, mesmo com 500mil votos de Ciro e Tebet no 2º turno Lula creceu apenas 90mil. No Mato Grosso do Sul, estado cujos latifundiários assassinos de índios tem Tebet como sua representante, o apoio também não teve valor. Entre o primeiro e o segundo turno Lula cresceu 10mil e Bolsonaro 90mil, os 80mil votos de Tebet não tiveram valor nenhum. Ela por sua vez teve sua imagem lavada de assassina de índios para defensora de Lula, um enorme atraso para a esquerda.

E por fim o caso de São Paulo é o mais emblemático. O acordo não envolveu apenas o estado mas também a própria vice presidência, na figura de Alckmin. O PSB também lançou os candidatos ao senado e ao vice governo e o PT teve Haddad como candidato ao governo. No fim a aliança com o ex governador não teve valor nenhum, Lula ganhou na região metropolita da São Paulo mas perdeu no interior onde Alckmin supostamente ajudaria. Ele por sua vez tirou votos de Lula visto que é identificado com o PSDB que foi trucidado nas eleições estaduais.

No segundo turno das eleições em São Paulo Lula cresceu um milhão de votos e Bolsonaro cresceu dois milhões. Os setores da direita que governaram o estado até este ano, o PSB do estado sempre foi um anexo do PSDB, não deram nada para Lula e ao mesmo tempo enfraqueceram a campanha de Haddad que estava coligado com eles na candidatura do senado e do vice governo. Tebet e Ciro tiveram 2,5 milhões de votos dos quais menos da metade teriam se transferido para Lula. O caso da falência do PSDB em São Paulo justamente a expressão mais bem acabada da falência desse centro político.

Agora com a vitória de Lula os abutres que o cercam querem participar e intervir em seu governo, eles são, assim como a direita infiltrada no governo Dilma, inimigos dos trabalhadores que enfraquecerão o novo governo Lula. A luta política no Brasil se dá entre os empresários, que se aglutinam em torno de Bolsonaro, e os trabalhadores, que se aglutinam em torno de Lula. As figuras políticas falidas da burguesia não somam em nada, são na verdade odiadas pelos trabalhador, parasitas oportunistas em torno de Lula que roubam a sua popularidade para tentar se manter vivos na política.

Lula não venceu por causa das alianças. Ele venceu devido ao gigantesco movimento de trabalhadores nas ruas que se formou em sua defesa desde o ano de 2017, passando pela luta contra a sua prisão, por sua liberdade, por seus direitos políticos, por sua candidatura e, por fim, pela derrota de Bolsonaro e a sua vitória nas eleições. Os trabalhadores elegeram Lula com muita luta, já os “aliados” golpistas quase deram de bandeja a vitória para Bolsonaro. Agora é preciso expulsa-os do governo Lula, é preciso lutar por um governo dos trabalhadores!

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