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Floresta Amazônica

A prática imperialista por trás da política climática da COP 27

Enquanto defendem a preservação internacional da Amazônia, países imperialistas desmatam a floresta para os seus próprios interesses


O financiamento norueguês para o Fundo Amazônia foi retomado assim que os noruegueses souberam da vitória de Lula. O interesse dos nórdicos em ajudar a “salvar” a floresta e os povos que nela habitam, pode ser traçado, oficialmente, a um acordo bilateral entre Brasil e Noruega, firmado em setembro de 2008, garantindo fundos para ações descritas no projeto assinado até 2015.

O acordo é bastante detalhado, mas uma informação chamou a atenção: os dois principais financiadores do Fundo Amazônia. Veja o texto abaixo:

“O documento registra a parcela que coube às principais ONGs norueguesas que atuavam no Brasil, em 2006: (a) Rainforest Foundation Norway: US$ 1,1 milhão; (b) Ajuda da Igreja da Noruega, US$ 266 mil;”

Os dois maiores captadores de recursos da Noruega contribuem pesadamente com o Fundo Amazônia através de ONGs norueguesas e brasileiras. Uma, de cunho “verde” (Rainforest), e outra, de cunho “humanitário” (Igreja da Noruega). Os valores mencionados não são tão importantes quanto os estragos que podem ter gerado na região no sentido político, pois a formação de lideranças, bem como vários tipos de formação socioambiental, são oferecidas pelo acordo. Ou seja, uma porta de entrada para a política imperialista.

A Noruega, como uma das principais acionistas da mineradora Hydro, ajuda a poluir rios e contaminar o meio ambiente no Pará, estado onde o MPF já contabiliza 2000 processos contra a empresa por danos ambientais e à saúde dos moradores, contaminados por chumbo descartado pela mineradora nas águas amazonenses. A empresa deve ao Ibama o pagamento de multas, do ano de 2009, quando foi responsável pelo vazamento de lama tóxica na região.

Em 2018, foi descoberto um duto clandestino que a empresa usava para jogar dejetos, como alumínio e chumbo, por exemplo, nos rios e seus afluentes, contaminando todo o ecossistema regional. A empresa adquiriu a planta de Barcarena da Vale do Rio Doce, é a maior fábrica de alumina fora da China.

Dentre os itens do acordo, há pontos estratégicos no que diz respeito à Amazônia, como o monitoramento do desmatamento na região. Equipamentos, treinamentos e outras parcerias científico-tecnológicas que envolvem o Inpe, uso de radares, satélites e estações de comunicação polares norueguesas. Certamente, os dados obtidos nesse acordo ajudarão enormemente no mapeamento em tempo real das queimadas e desmatamentos. Mas, qual o real interesse desses países nesses dados?

Enquanto monitoravam as árvores que, como na peça MacBeth, parecem estar se movendo involuntariamente, só que em direção ao fogo e à motosserra, a empresa de propriedade norueguesa polui por debaixo das copas frondosas da floresta que vieram proteger. Estariam as árvores ocultando esses poluidores estrangeiros?

Na realidade, trata-se de um projeto que visa, acima de qualquer coisa, infringir a soberania nacional e monitorar o território brasileiro ao bel prazer dos países imperialistas. Algo que vai na mesma linha de todos os ataques que o imperialismo vem fazendo contra o Brasil, visando assaltar todos os recursos naturais do País.

Os danos sofridos pelos paraenses, e pelo meio ambiente da região, indicam que o estrago que os “verdes” defensores da Amazônia e de seus povos causaram é, na maioria das vezes, irreversível a médio e longo prazos, uma vez que medidas efetivas nunca são, de fato, tomadas. Tudo fica encalhado em sistemas judiciários por décadas.

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