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Arquivos do Twitter

A intervenção do Pentágono no Twitter

O oitavo de uma série de vazamentos revela como o monopólio das redes sociais se transformou em uma ferramenta dos EUA para atacar seus inimigos como Rússia, China e Irã


Os arquivos do Twitter, uma série de vazamentos divulgados com apoio do novo dono da empresa Elon Musk, estão revelando as relações desse monopólio das redes sociais, com o governo dos EUA. Os primeiros vazamentos revelam como o Twitter interferiu nas eleições de 2020 e posteriormente censurou a conta de Donald Trump em conluio com o FBI. No último dia 20 foi feita mais uma revelação da relação direta entre o Pentágono, o Ministério da Defesa dos EUA, e o Twitter para propagar a política militar do imperialismo nas redes sociais, é mais um escândalo que revela que é preciso pôr um fim a estes monopólios. 

Os arquivos do Twitter até agora deixam claro que a principal ala do imperialismo controla esta empresa. Ela serviu como uma ferramenta contra o trumpismo, em defesa de Joe Biden, censurando determinadas contas e conteúdos, propagando outras e se mantendo sob o controle do FBI. O caso mais escandaloso foi a censura de uma denúncia contra Joe Biden, o escândalo do laptop de Hunter Biden, durante o período eleitoral de 2020. Foi uma clara interferência no processo eleitoral dos EUA imposta por um órgão do governo não só no Twitter mas também no Meta (Facebook e Instagram).

A Parte 8 do Arquivos do Twitter aborda a relação do Pentágono com a empresa. Um dos documentos mostra que em 2017 um oficial do CENTCOM, Comando Central, enviou 52 contas de língua árabe para ganhar prioridade. Dessas 6 deveriam ganhar a tarja de oficial e as demais ganhar os privilégios da tarja mesmo sem ter a demarcação. As contas abordaram temas como os bombardeios dos EUA no Oriente Médio e a guerra por procuração da Arábia Saudita contra o Iêmen. Eram basicamente contas para propaganda dos EUA em língua árabe que ao invés de serem taxadas de “ligadas ao governo” com a imprensa russa, ganham privilégios. 

Há uma gama de emails de diversos altos executivos do Twitter em que são comentadas essas relações com o Pentágono. Conversas sobre apagamento das contas para que não fique registrada a interferência governamental. Outro e-mail divulgou outras 157 contas para ganhar os benefícios citados acima. Em 2020 Lisa Roman, uma das executivas do Twitter, mandou ao Ministério da Defesa uma lista de contas que haviam sido mandadas e outras contas que foram identificadas pelo próprio Twitter como ligadas ao ministério. Nessa não havia só a língua árabe mas também o russo e seguia o padrão de comentários sobre questões militares como o Estado Islâmico e a guerra da Síria.

No email em questão a funcionária do Twitter pede por uma cooperação maior do Pentágono com a empresa: “por favor que fique claro que a se segunda lista (de contas encontradas) não é intencionalmente uma lista longa e que se o MD tem conhecimento de outras contas associadas que talvez violem as nossas regras, então essas devem ser incluídas na lista que nos foi enviada”. Depois do pedido em 2020 a grande maioria das contas continuou ativa no Twitter sem receber nenhum tipo de sanção.

Uma pesquisa do Observatório da Internet de Stanford revelou uma operação de propaganda dos militares dos EUA no Facebook, Twitter, Telegram e outros apps que usava portais de notícias e imagens deep fakes  contra os inimigos dos EUA, com destaque para China, Rússia e Irã. Algumas contas citadas nesta pesquisa são as mesmas indicadas no e-mail vazado que ganharam privilégios do Twitter. A pesquisa indica que o mesmo processo deve acontecer em todas as redes sociais e não apenas no Twitter. Essas relações do Twitter com os militares dos EUA existe desde pelo menos o ano de 2017, primeiro ano do governo Trump. 

O que fica claro é que o Twitter age como um ferramenta de propaganda imperialista para os EUA. A sua política oficial é taxar as contas como “financiadas por um estado” mas isso só existe na prática com as nações atrasadas que ousam se colocar contra os EUA. A principal delas é a Rússia, denúncias recentes também indicam que o Twitter está impedido postagem em russo de serem traduzidas para outras línguas no aplicativo. Nas palavras do monopólio: “O twitter define operações de informação apoiadas por estado como esforços de manipulação coordenadas que podem ser atribuídos com um alto grau de confiança a atores aliados a estados.” Contudo os próprios EUA são completamente desconsiderados. 

Todo o vazamento indica que existe uma disputa no imperialismo sobre a sua política nas redes sociais. Elon Musk não está ligado às nações atrasadas que são as grandes vítimas do controle do Twitter pelo governo dos EUA. Mas independente disso, os Arquivos do Twitter deixam claro que os monopólios das redes sociais são uma forma do imperialismo manter uma censura em massa e uma gigantesca operação de propaganda da sua política em todo o planeta.

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