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World Socialist (WSWS)

A histeria política da esquerda dos EUA

Assim como no Brasil, a esquerda nos EUA está histérica diante do trumpismo e, como resultado dessa conduta, tem abraçado o governo Biden.

Trump e J. D. Vance

Segundo publicação da WSWS.org (World Socialist Web Site), “Trump faz discurso fascista em meio a ameaças de violência antes do dia da votação”.

Parece que o alarmismo não é exclusividade da esquerda brasileira. Nos EUA a polarização está realmente acirrada, os ânimos exaltados. Lá, até o momento, ninguém vai para a cadeia por xingar, como tem acontecido no Brasil, onde o ministro do Supremo Tribunal Federal, se sentindo vítima, abre processo, investiga e julga, ele mesmo.

Na noite de segunda-feira, o ex-presidente e líder do golpe fracassado Donald Trump fez um discurso fascista em Ohio, ao norte de Dayton, no qual denunciou o “comunismo” e ameaçou violência contra oponentes políticos. A manifestação foi realizada em apoio ao candidato republicano ao Senado em Ohio, JD Vance.”

Ora, quando que os comunistas não sofreram ameaças nos EUA? Trata-se do país do macarthismo. Quantas pessoas não foram presas, perseguidas, perderam seus empregos etc., por serem associadas ao comunismo?

Trump atacou os imigrantes, se referiu a Nancy Pelosi como “Ela também é um animal”, “Vamos acabar com a carreira política louca de Nancy Pelosi de uma vez por todas”. Nancy Pelosi, presidenta da Câmara dos Representantes dos EUA, por acaso, fez aquela viagem catastrófica à China, uma enorme provocação diplomática que deixou o mundo perplexo. Muitos esperavam que os chineses invadissem Taiwan ou mesmo derrubassem o avião que conduzia a senhora Pelosi em sua visita à ilha.

Talvez Trump não devesse tê-la chamado de ‘animal’, agora, acabar com a carreira política dessa senhora não seria exatamente um mal para a humanidade.

A matéria continua:

Concluindo seu discurso fascista, Trump declarou: “Vamos encerrar o desastre na fronteira de Biden, reinstituir nossa forte política de ‘Permanecer no México’, fortalecer os patriotas … do ICE e da Patrulha de Fronteira. … Daremos à nossa polícia o poder de que precisamos e o respeito que merecem. … Vamos restaurar a ‘lei e ordem’ na América. Vamos responsabilizar a China por desencadear o vírus [COVID-19] no mundo. … Aboliremos todos os mandatos e bloqueios do COVID. … Defenderemos orgulhosamente os valores judaico-cristãos da fundação de nossa nação”.

Sim, podemos considerar fascistas essas declarações. Mas enquanto Trump não consegue superar o limite das declarações, a esmagadora maioria dos presidentes dos EUA as transforma em prática corriqueira. Nunca faltou perseguição a imigrantes, caçadas nas fronteiras com o México. Essa história de ‘restaurar a ordem’ que esse país gosta de exercer, demagogicamente, inclusive, fora de suas fronteiras, é uma velha prática. Defender os valores judaico-cristãos.

Honestamente, podemos discordar em tudo de Trump, mas é preciso um tanto de imaginação para encontrar grandes diferenças nas “maldades” do ex-presidente comparadas com as de outros. O que é pior, acusar a China de disseminar o vírus, ou montar uma mini-Otan (como está fazendo Biden) na região do Indo-Pacífico que pode envolver Austrália, Índia, Japão e os próprios EUA em uma guerra contra os chineses?

‘Negacionismo eleitoral’

Acabam de inventar uma nova categoria, o ‘negacionista eleitoral’. Desde quando contestar resultados de eleições passou a ser ‘negacionismo’? Até onde se sabe, trata-se de um direito democrático. Uma coisa é negar que a Terra seja redonda; outra, muito diferente, é contestar a lisura de um escrutínio. Qualquer eleição pode ser fraudada, menos no Brasil, claro. Ou nos EUA. No Brasil, é negado o direito de duvidar. Sem bem que, duvidar pra quê? Existem apenas duas coisas infalíveis no mundo: o Papa e as eleições brasileiras.

Os EUA não são o melhor país do mundo para servir de exemplo em como se fazer uma eleição. A ‘vitória’ de George Bush filho sobre Dick Cheney em 2004, para ficarmos em um exemplo, foi uma verdadeira operação ‘mão grande’. Duvidar de resultados eleitorais nos EUA é bom senso, não negacionismo.

Boa parte da violência dos republicanos recai sobre os votos pelos correios, 40 milhões de votos já foram emitidos por cédula postal ou votação antecipada. Não existe qualquer razão para que não se desconfie desse tipo de voto. Não apenas porque, eventualmente, se possam alterar votos, mas porque muitos são ‘danificados’, no transporte e não entram nas máquinas de tabulação. Em outras palavras, fica muito fácil tirar votos de candidatos indesejados.

A ‘narrativa’ do golpe

Outra fraude que se repete à exaustão é de que a invasão ao Capitólio em 6 de agosto deste ano seria uma tentativa de golpe. E o WSWS chama Trump de “líder do golpe fracassado”. Talvez o golpe tenha fracassado justamente pelo fato de não se tratar de um golpe.

É preciso dizer com todas as letras: um golpe necessita da participação das forças armadas. No Brasil, por exemplo, quando ainda havia a chance de Lula participar das eleições, houve ameaça de colocarem os tanques nas ruas, e o STF votou pela prisão do ex-presidente. Simples assim.

A esquerda, com seu alarmismo, demonstra que nada mais faz que aderir à política burguesa, que é a de criminalizar qualquer manifestação popular e defender com unhas e dentes o regime político. Nossos opositores têm o direito de se manifestar, gostemos ou não. A notícia da invasão ao Capitólio na imprensa independente no Brasil, por exemplo, pouco ou nada se diferenciou da cobertura da grande imprensa.

O que WSWS deveria estar se preocupando, neste momento, é em como a esquerda precisa adotar uma política própria diante dos acontecimentos. Nas últimas eleições a esquerda ficou totalmente a reboque dos democratas e abraçou a candidatura de Joe Biden, que era o candidato do imperialismo e que com sua política está deliberadamente colocando o mundo à beira de uma guerra generalizada.

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