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Rio de Janeiro

3 a cada 4 escolas públicas foram aterrorizadas pela PM

Segundo a plataforma Fogo Cruzado, cerca de 1.154 escolas da rede pública do Rio de Janeiro foram afetadas por trocas de tiro envolvendo a PM


Segundo dados de registro de ocorrência de tiroteios na cidade do Rio de Janeiro, publicados no de 2019 pela plataforma Fogo Cruzado, 1.154 escolas na região foram afetadas de alguma maneira por tiroteios envolvendo a presença de policiais militares. Os números são absurdos e comprovam que a Polícia Militar é um aparato legítimo de repressão do estado burguês à população e, sobretudo, à juventude pobre, que são os filhos dos trabalhadores.

As estatísticas denunciam que a PM, com as suas operações criminosas, é inimiga da educação pública. Da rede de escolas públicas do RJ, 74% foram vítimas dos efeitos dos tiroteios. Isso significa que cerca de 450 mil alunos foram prejudicados. Os efeitos são desde o som de tiros à longa distância até crianças mortas por balas que invadem a escola no horário das aulas.

Os dados trabalham tomando como referência as escolas da rede pública da cidade do Rio de Janeiro, é possível entender que o estrago é muito maior quando se imagina que a população no entorno dessas escolas também são vítimas. É possível dizer que a Polícia Militar serve para aterrorizar os estudantes e os trabalhadores.

Entre as escolas, 57% foram afetadas em até 10 episódios de tiroteios, 11% sofreram mais de 30 casos, e quatro escolas foram vítimas de 95 trocas de tiros com a presença da polícia e maiorias das ações militares são de operações policiais que dizem ser de combate ao tráfico de drogas e de armas. Segundo os estudos do Grupos de Estudos dos Novos Ilegalismos (GENI), essas operações são de baixa eficácia, trazendo pouco ou nenhum resultado.

Um outro dado importante, ainda segundo a plataforma Fogo Cruzado, é que 61% das operações policiais do ano de 2019 foram realizadas de dia, isto é, exatamente nos horários de maior movimentação dos estudantes jovens. Metade dessas operações teriam sido pela manhã.

Esses dados demonstram que os casos como o de Marcus Vinícius da Silva, 14, baleado por um camburão da PM quando ia à escola no Complexo da Maré, em 2018, ou o de Maria Eduarda, 13, em 2017, atingida e morta dentro da escola por um tiro de fuzil disparado por um policial durante operação da PM na Pavuna, zona norte do Rio, podem ser classificados como assassinatos. Pode-se imaginar também, levando em conta a clareza dos dados, que a polícia use justamente as escolas como área de referência para “combater” o tráfico de drogas e de armas. 

Tomando como referência esses dados no Rio de Janeiro, não há dúvidas de que a Polícia Militar é um braço violento do estado, este que serve como balcão de negócios para atender aos interesses da direita. A política de combate à violência da direita, representada pelo governador Cláudio Castro (PL) e pelo prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), é o genocídio da população jovem e negra. Tudo isso fica muito claro quando eles têm o pleno conhecimento dos dados de todas as operações policiais.

A juventude precisa responder a essa violência da PM comandada pela direita se organizando em comitês de luta para denunciar esses ataques à juventude. As denúncias podem ocorrer através de uma rede de informações. É preciso exigir o fim da Polícia Militar, é preciso denunciar os policiais publicamente, além disso, é de estrita importância buscar o apoio da esquerda e, em último caso, fazer até sua própria autodefesa se necessário.

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