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Romântico brasileiro

158 anos após a sua morte, obra de Gonçalves Dias é eterna

Poeta é um dos precursores do nacionalismo na literatura


No dia 3 de novembro de 1864, falecia um dos maiores escritores do Brasil. Conhecido por seu nacionalismo e patriotismo, sempre presente em suas obras.

Antônio Golçalves Dias foi um poeta, advogado, jornalista, etnógrafo e teatrólogo brasileiro, uma das grandes referências do romantismo e indianismo, junto de José de Alencar, seu contemporâneo. Nascido em 10 de agosto de 1823 no sítio Boa Vista em terras de Jatobá, hoje atual cidade de Aldeia Atlas (MA), foi autor de diversas obras, sobretudo poesias. “A canção do exílio” presente em “Primeiros cantos”, publicado em 1846, é um dos poemas mais conhecidos da literatura brasileira, uma obra de tamanha importância, na qual um de seus fragmentos se eternizaram no hino nacional brasileiro: “Nossos bosques têm mais vida/ Nossa vida, no teu seio, mais amores”. Era filho de um comerciante português com uma mulher mestiça, detalhe importante que viria a impactar nas suas obras literárias, pois foi o motivo por qual não se casou com o seu verdadeiro amor: Ana Amélia, inspiração de diversas poesias. Quando a pediu em casamento, os pais de Ana recusaram por causa de um preconceito com a origem mestiça do rapaz, valores como a pureza racial eram presentes na sociedade. Seu grande arrependimento foi sua covardia, pois a moça teria abandonado tudo para se casar com ele, tal fez mais tarde com outro homem de cor, fugindo à Europa. Foi em Lisboa, que se defrontou com seu grande amor e reviveu seus maiores traumas, transmitidos em uma obra posterior; “Ainda uma vez – Adeus!”.

Uma das características que marcaram seus escritos foi a busca por uma “poesia brasileira”, busca na qual ele foi bem sucedido, como vemos nas homenagens feitas após sua trágica morte: “Gonçalves Dias é o poeta nacional por excelência: ninguém lhe disputa na opulência da imaginação, no fino lavor do verso, no conhecimento da natureza brasileira e dos seus costumes selvagens”  ,José de Alencar. Machado de Assis também prestou sua homenagem :“Depois de escrita a revista, chegou a notícia da morte de Gonçalves Dias, o grande poeta dos Cantos e dos Timbiras. A poesia nacional cobre-se, portanto, de luto. Era Gonçalves Dias o seu mais prezado filho, aquele que de mais louçania a cobriu. Morreu no mar – túmulo imenso para talento. Só me resta espaço para aplaudir a ideia que se vai realizar na capital do ilustre poeta. Não é um monumento para Maranhão, é um monumento para o Brasil. A nação inteira deve concorrer para ele.

Importante destacar essa característica tão pouco presente nos dias de hoje, na qual as críticas aos brasileiros e ao Brasil são intensas e desqualificadas, e olha que não estamos falando de um personagem com a vida fácil. Como vimos anteriormente, sofreu um preconceito que marcou e traumatizou sua vida, mas não foi o suficiente para deixar de amar o Brasil.

   Canção do exílio

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar, sozinho, à noite
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o sabiá.

Morreu em um naufrágio na costa brasileira…


COTV

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