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Programa Café da Manhã

Rui Costa Pimenta fala sobre Cuba em entrevista ao DCM

O presidente do PCO fez nesta sexta feira, 16 de Julho, uma análise a situação político-social de Cuba. A conversa também trouxe ao foco as manifestações que acontecem no Brasil.


O presidente do Partido da Causa Operária, Rui Costa Pimenta, participou na manhã da última sexta-feira, 16 de Julho, de uma conversa com Leandro Fortes no canal DCM TV no YouTube, como faz todas as semanas. O principal assunto tratado na live foi a atual situação de Cuba e como enfrentar os ataques do imperialismo. Diante disso, o anfitrião da live inicia citando a análise feita por Rui, de que Joe Biden seria na verdade um problema para a esquerda mundial, devido à sua politica imperialista. Leandro cita também o discurso do atual presidente dos EUA colocando Cuba e o socialismo como um estado fracassado, arrematando a investida ao sistema político cubano, haja vista o investimento, no início de seu mandato, de vinte milhões de dólares voltados à publicidade contra revolucionaria na ilha.

Rui Costa, em seguida, apresenta relatos recebidos pelo jornalista, mostrando que os movimentos contra o governo não são tão expressivos quanto a imprensa capitalista vem destacando. “Existem manifestações, são manifestações dispersas, em alguns pontos da ilha, mas não é como se fosse o Chile. Visivelmente as manifestações são de núcleos comprados pelos setores imperialistas norte-americanos, é preciso dizer com todas as letras”.

Além disso, Rui ressaltou que o imperialismo está se aproveitando de um momento delicado na história de Cuba, visto que, além do cruel embargo econômico, a crise mundial, diante da pandemia, afetou demasiadamente a economia da ilha. A investida final do imperialismo, denunciada pelas autoridades cubanas, seria enviada como forma de ajuda humanitária, visando uma certa invasão da ilha, promovendo os protestos contrarrevolucionários.

Em resposta ao ataque imperialista, o governo cubano chamou as ruas os apoiadores do regime. “Houve grandes manifestações em defesa do governo, eu acho que nada disso vai funcionar tendo em vista a situação imediata”, completou Rui.

Sobre o discurso de Joe Biden, o presidente do Partido da Causa Operária ressaltou o teor de extrema-direita, claramente anticomunista, provando a pouca seriedade da dita democracia defendida pelos EUA. A solução da cise de Cuba se resolve na suspensão do embargo econômico travado pela potência imperialista. Segundo Rui, “na verdade eles são os principais criadores da situação, investiram muito dinheiro nas redes sociais, logicamente que com o objetivo de procurar apoio para esse movimento, que é muito minoritário. O que mostra que os objetivos de Biden são os mesmos objetivos de sempre, e inclusive, na politica internacional, ele vai além de Trump. Isso mostra que não se deve apoiar esse tipo de coisa, ao apoiar você confunde a cabeça das pessoas, e agora precisa-se fazer todo um trabalho contra”.

Aqui no Brasil, tanto em São Paulo quanto em Brasília, ocorreu um ato em apoio ao governo cubano, no dia 12 de Julho, no qual se reuniram militantes do PCO e outros militantes de esquerda para impedir a invasão às unidades diplomáticas cubanas por elementos de extrema-direita que moram o Brasil. Além deste primeiro ato, o companheiro Rui ressalta a necessidade de uma campanha nacional de solidariedade a Cuba, que deveria discutida pelos movimentos de esquerda do país.

Além de Cuba, outros conflitos também foram abordados na conversa. Na Colômbia, por exemplo, país vizinho do Brasil, já foram duzentos ativistas mortos e centenas estão desaparecidos, ou então na África do Sul, onde os números de mortos já ultrapassaram os cem. Diante disso, fica claro a influência do imperialismo nos principais meios de notícia, visto a diferença no foco da cobertura das crises. Segundo Rui, “O governo cubano na qualidade de governo revolucionário, anti-imperialista e vizinho da maior potência imperialista que já existiu no mundo, tem o direito de autodefesa. Se para se defender ele precisar utilizar de medidas de estado de sítio, nós temos que defender, pois não é um problema de democracia. O que acontece é uma guerra, muito desproporcional entre dois países, e Cuba tem sim o direito de se defender”.

“O embargo (a Cuba) é uma politica criminosa. Se a Corte Internacional de Haia tivesse alguma seriedade todo esse pessoal pararia no banco dos réus, por crime contra a humanidade. É uma política genocida, é um ataque direto contra o povo cubano.”

Outro ponto citado por Leandro Fortes foi o tratado criado pela União Soviética e os Estados Unidos, que impossibilitava uma futura invasão de Cuba. A partir disso Leandro faz o questionamento de se existiria o risco de uma quebra do tratado por parte de Biden, devido à sua política imperialista. “Existe o perigo sim, se eles sentirem a fraqueza da ilha eles vão ocupar. Ate porque os EUA já ocuparam todos os países do Caribe e da América Central sem exceção. O que está acontecendo agora é um teste de força ao regime cubano”, respondeu o analista.

Situação nacional

Outro assunto abordado no programa foi o atual cenário político-social do Brasil. Segundo Leandro, enquanto as manifestações não preocuparem a burguesia, significa que elas não estão dando certo, por isso dia 24 as manifestações precisam ser mais assertivas, para mostrar a cara real do movimento. O entrevistador faz ainda uma comparação entre as manifestações atuais e as Diretas Já, que fracassaram. Em resposta, Rui afirma a relação entre ambas as manifestações e ressalta o objetivo, da burguesia, de conter a radicalização no país. “Nos temos que lembrar, que em 1983, a CUT chamou a primeira greve geral nacional, o que assustou muito os militares. Havia uma radicalização muito grande no movimento operário, e o movimento das Diretas já canalizou tudo isso, e o levou a uma derrota. Há todo um esforço da burguesia de transformar as manifestações em um piquenique cívico”.

Para impedir o boicote do movimento, as manifestações têm que crescer e incorporar cada vez mais os setores populares, quanto maior a mobilização maior o apetite, e desta forma maior a radicalização e seu resultado. A pauta do movimento também deve ser ampla, levando em conta as necessidades atuais. “Eu acho muito importante colocar o problema das privatizações, o problema do desemprego, o problema de Cuba, existe um tanto de coisas para colocar o movimento mais denso no ponto de vista politico”, declarou Rui Pimenta.

Lula, mesmo com o crescimento dos movimentos de rua, continua se esquivando de aparecer nos movimentos. Para Rui Costa Pimenta, esse é um erro do PT, já que o ex-presidente é a principal figura política atual. “Os estrategistas eleitorais do PT têm um defeito muito grave, eles confundem a opinião da imprensa com a opinião do povo. O importante não é a imprensa, existe a possibilidade de colocarmos dois milhões de pessoas nas ruas, a opinião deles é muito mais importante do que a opinião da imprensa”. Prova disso, é o escândalo criado pela imprensa sobre o choque entre os militantes do PCO e as pessoas do PSDB, que não afetou a opinião pública do Partido, mesmo após a série de calúnias ao Partido.

Por fim, o assunto tratado foi a tentativa de invasão dos tucanos nas manifestações. O PSDB, na eminência de sua extinção, procura um meio de reconquistar um certo apoio. O partido de direita foi um dos principais responsáveis pelo golpe de estado em 2016, e apoiou a eleição da extrema direita em 2018. Agora, o partido está se organizando para realizar uma manifestação separada. “Isso vai servir para propaganda. Será uma manifestação pequena mas com grande cobertura da imprensa”, afirma Rui. Entretanto segundo o também jornalista, o apoio do PSDB às manifestação não seria completo, mas sim apenas dos setores que apoiam Doria, com a intenção de lançá-lo como terceira via em 2022. “Estão dando corda a um setor do PSDB, que pode até ser o que mais contrasta com o bolsonarismo, mas que na verdade é a ala extrema direita do partido. O governo de Doria não seria tão diferente do de Bolsonaro”.

A partir disso, se faz necessário aumentar o apoio popular às manifestações, e, consequentemente, cada vez mais o bloco vermelho nas ruas, para dessa forma combatermos a extrema direita no país.

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