Os professores municipais de São Paulo Capital estão em greve há 95 dias. São mais de 3 meses em paralisação contra a política genocida do PSDB, que é aplicada no âmbito municipal da mesma forma que no estadual.
É tradicional que as gestões tucanas promovam todo tipo de ataques à classe dos professores. Nas décadas de políticos do PSDB à frente do governo paulista e das muitas gestões municipais do partido, foram milhares de manifestações reprimidas com violência, meses de salário atrasado, trabalho em condições inaceitáveis, entre outros abusos. O descaso com a educação é total, mantendo as escolas da rede pública sempre nas piores condições possíveis, mesmo se tratando da cidade e do estado mais ricos da América Latina.
Desta vez, não é diferente. Por trás da demagogia de que há a necessidade do retorno das aulas para atender os alunos das escolas, a prefeitura está exigindo a reabertura das escolas, em plena pandemia.
Trata-se de uma política genocida. Não é necessário ser um especialista para compreender que as escolas são grandes focos de vírus. A prefeitura de São Paulo quer jogar os professores para a morte.
Nesse sentido, a greve dos servidores municipais de São Paulo é totalmente acertada e deve ser mantida até que se tomem as providências para a vacinação de toda a população.
São Paulo é a cidade em que mais morreram pessoas pela covid-19. É natural que seja assim, tendo em vista que nada foi feito por parte da prefeitura ou do governo estadual para conter a disseminação do vírus.
A bem da verdade, as medidas do prefeito Bruno Covas só fizeram piorar a situação nesse sentido. Pode-se citar, por exemplo, as diversas mudanças desconexas de horários do rodízio de carros, que só serviram para encher cada vez mais os transportes públicos já tradicionalmente lotados. Outra medida tomada no mesmo sentido foi a diminuição no número de ônibus em circulação na cidade, num momento em que seria necessário que os ônibus ficassem mais vazios.
A tentativa de retomar as aulas durante a pandemia é um verdadeiro crime, não só contra alunos, professores e trabalhadores da área, mas contra toda a população. O impacto dessa medida se refletirá em todos os setores, já que irá contribuir imensamente para que o vírus se espalhe com mais rapidez.
No momento atual, seria necessário que outras categorias se juntassem à greve, e toda a população precisa estar disposta a sair às ruas para lutar contra as imposições criminosas da direita, pela quebra das patentes da vacina, contra a volta às aulas sem vacinação, pelo auxílio emergencial com o valor de, no mínimo, um salário mínimo.




