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Tentativa de golpe frustrada

Povo cubano reage e derrota tentativa de golpe imperialista

A população cubana reagiu prontamente a tentativa de golpe orquestrada pelos Estados Unidos


Não é de hoje as campanhas da imprensa venal contra o governo cubano. No entanto, nos últimos anos – ainda mais durante a pandemia – essas propagandas golpistas orquestradas tem se intensificado. Dia 11 de julho (domingo) uma clara tentativa de golpe do imperialismo foi vista em locais isolados na capital da ilha. O que foi a principio chamado pelos meios de comunicação ligados à burguesia de “protestos espontâneos” contra o governo cubano, continham bandeiras dos Estados Unidos e pedidos de intervenção imperialista ao país caribenho. No entanto, foram rapidamente contidos pela própria população cubana.

Ao contrário do que se espalhou pelas redes sociais (principalmente pelo Twitter e Facebook), a falsa insurreição popular contra o regime cubano não tinha nenhum apoio popular. E não passava de uma tentativa fajuta de desestabilização do governo cubano claramente sob orientações do governo norte americano. O presidente de Cuba Miguel Díaz-Canel apareceu ao vivo na rede nacional de rádio e televisão. Durante suas declarações, o Chefe de Estado denunciou a participação do governo dos Estados Unidos nas históricas ações de desestabilização política que estão ocorrendo contra Cuba e que se intensificaram, especialmente durante a pandemia.

Além da denúncia, Díaz-Canel convocou a população para sair às ruas contra a tentativa golpista, o que foi prontamente atendido em praticamente todas as cidades da ilha e em grande escala.  “Convocamos todos os revolucionários, todos os comunistas para que saiam às ruas e vão aos lugares onde acontecerão essas provocações”, disse. A manifestação contra revolucionária além de pequena foi registrada apenas na capital, apesar de toda campanha mentirosa da imprensa imperialista, o povo não participou da ofensiva golpista.

A imprensa cínica reproduz que os “protestos” se dão pela escassez de produtos básicos e falta de medicamentos durante a pandemia. Mas não apresentam uma linha se quer sobre o embargo econômico, imposto pelos EUA contra Cuba, e nem seus efeitos sobre a população cubana em meio a um vírus mortal que assola o mundo inteiro. É óbvio que o bloqueio é a principal fonte de falta de insumos para medicamentos e produtos na ilha caribenha. Na realidade o bloqueio é um verdadeiro genocídio orquestrado pelos países imperialistas contra países atrasados que são aqueles que não se submetem ao regime desumano e destruidor que é o capitalismo assassino disfarçado de democracia.

É possível notar que a tentativa de desestabilização do governo cubano, aparece logo após 184 países rechaçar e votar contra o embargo econômico sofrido por Cuba pelos EUA desde 1962 em assembleia na ONU – Organização das Nações Unidas – no final do mês passado. Apenas dois países votaram a favor do bloqueio, EUA e Israel. Essa é 29ª vez em que a maioria dos países votam contra o embargo econômico. Segundo o Brasil de Fato, Somente em 2020, durante a pandemia, o país registrou perdas de US$ 3,5 bilhões por conta da imposição do bloqueio, que dificulta o acesso a insumos médicos e produtos básicos de consumo. Ou seja, se Cuba já registrava dificuldade de abastecimento por conta do embargo antes da pandemia, a coisa tendeu a ficar ainda mais difícil.

Durante a gestão de Donald Trump o embargo ainda aumentou com a aplicação de 243 medidas coercitivas unilaterais, afetando diretamente o envio de remessas dos EUA à ilha caribenha e o acesso a combustível. Politica essa que está sendo continuada pelo presidente “maravilhoso” considerado o grande “democrata” Joe Biden. Além do embargo norte americano existe também medidas que penalizam países terceiros que queiram comercializar com a ilha. Apesar dessas medidas criminosas, Cuba foi o primeiro país da América Latina a desenvolver a própria vacina contra a Covid-19, mas conta com doações internacionais para adquirir seringas.

Sobre o embargo econômico, o embaixador venezuelano Samuel Moncada disse na ONU. “A violência econômica se tornou a arma preferida dos Estados Unidos para expandir sua guerra perpétua. Os EUA são uma ameaça para a segurança da humanidade, já que está comprovado que a agressão econômica tem um impacto comparável a uma guerra convencional”. Mesmo enfrentando toda a dificuldade, Cuba é um dos países do mundo com o menor número de mortes e contaminação da Covid-19 em todo mundo (quase 1600 mortes). Já os Estados Unidos, por outro lado, ainda lidera a quantidade mortes pelo vírus até o momento (606 mil).

Nesta segunda-feira (12) para surpresa de absolutamente ninguém, o presidente dos EUA em nota divulgada pela Casa Branca, pediu para que o governo cubano “escute seu povo e sirva suas necessidades neste momento chave, em vez de enriquecer a si próprios”. Está claro que se trata de uma ação orquestrada, da mesma forma que é a propaganda da direita venezuelana, as “manifestações” financiadas pelo Departamento de Estado norte-americano tentam criar uma imagem de descontrole, como se o país estivesse à beira de um colapso social, para justificar o famoso golpe da “ajuda humanitária”.

No entanto, ainda que frustrada a tentativa de golpe em Cuba, derrotada pelo próprio povo cubano, é preciso ficar em alerta máximo as ofensivas do imperialismo. Pois essa não é, e nem será a última vez, que o governo americano ataca países que não se submetem ao seu controle econômico e politico. Tudo isso, demonstra o carácter reacionário e abertamente fascista de como pretende o governo Biden de lidar contra aqueles que acredita ser seus inimigos.

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