Ele voltou! O blogueiro que parece ter feito do seu ganha pão difamar o PCO, voltou a se lambusar na lama dos métodos bolsonaristas. Renato Rovai, editor da Revista Fórum, diante da polêmica envolvendo o jogador de vôlei Maurício Souza, manifestou-se nas redes sociais e, como já se tornou uma marca do seu estilo, soltou impropérios e mentiras deslavadas contra o Partido.
No dia 28 de outubro, comentando uma publicação do PCO que afirmava “Maurício Souza, mais uma vítima da inquisição identitária”, o “professor” de jornalismo soltou no Twitter o seguinte comentário:
“Eu avisei! Essa seita agora está defendendo homofobia. Durmam com essa aqueles que me criticaram quando disse que na Fórum essa gangue não se cria…”
Como aconteceu em outras oportunidades, a reação dos internautas não foi das melhores. Uma chuva de críticas inundou o perfil do blogueiro, que se viu obrigado a apagar a postagem, para, segundo ele, “não dar audiência para essa turma do PCO”.
Os bons e velhos métodos de Rovai estão presentes nessa última sua investida. Sem qualquer prova, qualifica o PCO de “seita” e “gangue”. Rovai não demonstra nada do que diz, embora as afirmações sejam graves. Ele segue à risca a cartilha que a imprensa golpista usou e abusou contra o PT nesses anos de golpe de Estado. Calúnias, difamações, falsificações etc. O “não temos provas, mas temos convicção” de Dallagnol cairia como uma luva para o editor da Fórum.
Sabemos o que ele quer dizer quando afirma que o PCO é uma seita — é o gasto e envelhecido argumento da “família Pimenta”, do partido dominado por uma família. Rovai, para demonstrar sua tese, teria necessariamente que entrar dentro da vida do partido e esmiuçar o seu funcionamento. Teria que demonstrar que, no PCO, não há organismos coletivos, que não há Congressos, Conferências, Plenárias, reuniões, instâncias várias das quais outras centenas e centenas de outras pessoas participam e têm papel ativo. Teria que demonstrar que, ao fim e ao cabo, os militantes do PCO, que lutaram incansavelmente contra a derrubada de Dilma Rousseff, que lutaram incansavelmente contra a prisão de Lula, que defenderam até o fim a candidatura do ex-presidente em 2018 contra a sua impugnação ilegal, que desde o primeiro dia do governo Bolsonaro estiveram nas ruas pedindo o Fora Bolsonaro, e que não saíram das ruas quando a direita e esquerda pequeno-burguesa bradavam pelo “Fica em casa” enquanto o povo morria de fome e de covid-19 — que os militantes do PCO seriam meros joguetes na mão de um grupo familiar.
Estamos no aguardo da demonstração.
Rovai mente na cara dura. Perverte a posição do Partido no caso Maurício Souza, assim como fez na polêmica do caso Donald Trump, na qual afirmou, sordidamente, que o PCO apoiava o presidente que deixava a Casa Branca para dar lugar ao atual. Agora, ele afirma que o PCO defende a homofobia. Nada mais sujo e canalha!
A posição do PCO é clara e, salvo para os mal-intencionados, não é difícil de ser compreendida. Não apoiamos as iniciativas policialescas que atacam os direitos democráticos da população — no caso em questão, a liberdade de expressão. Não apoiamos a criminalização da opinião, seja ela qual for. Se a máquina do Estado capitalista e seu aparato repressivo quiser punir alguém porque esse alguém disse A ou B, seremos intransigentemente contra. Se esse “alguém” for um bolsonarista ou um esquedista revolucionário, isso não tem importância: seremos contra o avanço da repressão estatal.
Essa é a posição do PCO, e dela não se pode tirar qualquer conclusão quanto ao apoio do Partido àquilo que foi dito pela pessoa que está sendo alvo da sanha inquisitorial e repressiva. Nossa posição não implica nenhum acordo ou chancela do que foi dito pela pessoa, mas simplesmente pontua que nenhum mecanismo de censura ou repressão deve recair sobre a pessoa que emitiu sua opinião.
Isso parece óbvio, mas Rovai decide se enlamear, falsificando a posição do partido. A obsessão do blogueiro pelo PCO é tão grande que ele parece ter esquecido que o Partido não é o único que adota tal posicionamento. Citemos um exemplo. O jornalista Leonardo Attuch, editor do portal Brasil247, com quem Rovai mantém uma colaboração frequente, também defendeu ponto de vista idêntico na polêmica em questão. Attuch escreveu artigo cujo título evidencia com clareza a sua posição: “Cancelamento e demissão servem mais à direita do que à causa LGBT”. Se o PCO é homofóbico, segundo Rovai, então temos de concluir que Attuch também o é. Veremos se Rovai tirará todas as conclusões de suas premissas.
Por algum motivo — que um dia saberemos ao certo — Rovai está (ou foi investido) com a missão, sempre quando vê uma brecha, de atacar, por meios dos métodos mais rebaixados e sórdidos, o PCO. E, no meio do caminho, vai colhendo os louros do escárnio público.





