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Claudio Corbo

Para eles tudo.

Os donos do mundo

Perto dos verdadeiros terroristas, o Talibã é um aglomerado de santos imaculados.


Para eles, tudo, para nós, o que sobrar.

O presente escrito trata das forças imperialistas atuais, não na perspectiva de Estados-Nações, mas lança um olhar sobre os grupos de poder que realmente mandam na maioria dos governos mundiais e decidem a agenda geopolítica do planeta.

Caros leitores, imaginem que as riquezas do mundo sejam uma pizza dividida em 10 fatias e existam 100 pessoas com fome. Uma pessoa devora 9 fatias da pizza e as outras 99 pessoas lutam pelo último pedaço, não só entre elas, mas também com o guloso que anseia a pizza inteira. A metáfora criada sintetiza a desigualdade social no capitalismo imperial. O Brasil está entre os países com maior concentração de renda no mundo, é um país rico, onde a maioria é pobre.

Costuma-se designar esses grupos em geopolítica como elite globalista ou elite planetária.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (2021), 1% da população possuem 83% de toda a riqueza mundial e apenas 6 pessoas são mais ricas que 50% da população inteira. Ou seja, a economia e a humanidade estão escravizadas aos interesses dessa minoria. Nem na acepção liberal da palavra democracia, o mundo em que vivemos se encaixaria. O controle desses poucos grupos e suas corporações não pode ser denominado de outra forma a não ser ditadura imperialista.

Alguns dos principais líderes dessa elite são os Rotschild, Rockfeller, Federal Reserve Bank de Nova Iorque, Gates, Musk, Clintons, as realezas da Inglaterra e Holanda, Richard Haass, Etienne Davignon, Henry Kissinger, família Botin, Goldman Sachs, James D. Wolfensohn, George Soros (financiador de vários movimentos identitários e ambientalistas) entre poucos outros.

Esses grupos se reúnem eventualmente para definir a agenda globalista, por exemplo, através do governo imperialista britânico criaram o relatório Strategic Trends 2007-2026, que trata sobre riscos de mercado, demografia, agricultura, economia, capital financeiro etc. Cito esse relatório para demostrar, aos leitores que quiserem acessá-lo, o quão a elite globalista expõe publicamente seus planos de dominação sobre todos nós, embora careçamos de uma análise sob a ótica marxista para compreender isso, os truques da grande burguesia mundial estão escondidos atrás de exposições “formosas” como a falsa defesa de direitos humanos, da filantropia e o tal “capitalismo inclusivo”, com conferência para ser debatido organizada pelo Papa Francisco onde participaram algumas “lideranças” mencionadas no parágrafo anterior. Ora, o capitalismo jamais é inclusivo, já que o capital sempre é exclusivo de meia dúzia.

E como essas pessoas são as mandatárias do poder por detrás dos Estados-Nações imperialistas e a maioria de nós não percebe? Simples, eles tornam as pessoas mansas, domadas e subjugadas tirando-lhes todos os direitos individuais. A manobra está em extraírem direitos dando a impressão de que somos mais livres hoje que outrora. Isso é executado com a falsa propaganda da imprensa capitalista de que todos têm acesso as tecnologias, que constituímos uma sociedade com liberdades plenas, isso sob a ditadura do identitarismo e a maçante publicidade de pseudomeritocracia.

Para analisar o mundo geopolítico no século XXI é fundamental que se tenha em mente quem são os reis e rainhas no tabuleiro de xadrez geopolítico. Porquanto, se não conhecemos nosso adversário é impossível enfrentá-lo.
A elite globalista controla o capitalismo financeiro, além de todos os recursos materiais e imateriais existentes. O problema é que esses recursos são limitados, então, para essa seleta máfia usufruir de tudo, a esmagadora maioria da população tem que viver em situação de miséria ou não mais viver.

As ideias de impor o controle de natalidade, desenvolvidas por órgãos ligados a ONU (subservientes aos donos do mundo), são impostas aos países atrasados para que eles se sintam culpados pela escassez de água e comida. Afora isso não seja verdade, também há crueldade, porque já se colocou em linhas anteriores que uma minoria controla mais riquezas que os outros quase 8 bilhões de habitantes do planeta.

Duas corporações se sobrepõem a todas as outras, a saber BlackRock e Vanguard. Ao fim e ao cabo, comprova-se que o capitalismo vive de monopólios e oligopólios, diferentemente do que seus delirantes defensores pregam.
Outros exemplos dessa desigualdade abissal entre o povo e os magnatas são: seis empresas controlam tudo que o ocidente consome de mídia, dez empresas controlam mais de 90% das bebidas e alimentos industrializados, são elas: Mondelez, ABS, MARS, Kellogg’s, General Mills, Danone, Unilever, Coca-Cola, Nestlé e Pepsi Co.
Google, AOL, Microsoft e Yahoo dominam praticamente toda internet; e quatro bancos são donos da maioria dos outros, são eles: Citigroup, JPMorgan Chase, Wells Fargo e Bank Of America.

O capitalismo em sua fase superior, o imperialismo, como explicou Lênin, mostra um rosto muito perverso, pois uns tem tudo e muitos não possuem nada. As riquezas materiais do mundo não aumentam significativamente desde o século XIX, mas a diferença entre ricos e pobres aumenta a galopes.

Haja vista que os recursos são restritos e a elite globalista sabe disso, pode-se compreender por que de tempos em tempos os donos do mundo geram uma ampla crise econômica que os torna mais ricos e poderosos e aos demais mais pobres e miseráveis. Além das guerras assimétricas para saquear Estados-Nações sob falso pretexto de “exportar a democracia” e/ou “combater o terrorismo”.

O Afeganistão, que recentemente derrotou de maneira acachapante o imperialismo estadounidense, por exemplo, possui em seu subsolo mais de 3 trilhões de dólares em minerais como lítio, cobre e cobalto. Essas riquezas naturais estavam sendo surrupiadas há 20 anos pelo império dos Estados Unidos e seus aliados. Esse latrocínio de 2 décadas, desembocava nos interesses das corporações transnacionais que ficavam com a matéria-prima, oriunda de minerais do território afegão, para produzirem suas mercadorias. Só por esse aspecto todo cidadão de esquerda ou pelo menos que se considere democrático deve bradar: viva o Talibã e o povo afegão.

Por fim, também se vive uma guerra biológica através do COVID-19 que está cumprindo seu papel: morrem pobres em escala assombrosa para os ricos ficarem mais ricos. Os 4,6 milhões de mortos, até o momento, não vão mais consumir os recursos limitados.

Perto dos verdadeiros terroristas, o Talibã é um aglomerado de santos imaculados.

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