As milhares de demissões na categoria bancária que aconteceram e acontecem em plena pandemia revelam, mais uma vez, que os banqueiros desenvolvem uma política de terra assada para os trabalhadores e suas famílias, com o objetivo de manter os seus superlucros às custas da miséria do trabalhador.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério do Trabalho, revelou que mais de 13 mil bancários foram jogados no olho da rua do período de março de 2020 a fevereiro deste ano.
Os dados dessa enxurrada de demissões de bancários, contrasta com os lucros dos banqueiros que, mesmo com lucros menores, em comparação ao ano de 2019, devido ao aumento da provisão de devedores duvidosos, bateram a cifra em 2020 a bagatela de R$ 61,6 bilhões.
Somente no primeiro trimestre de 2021, o banco Itaú e Banco do Brasil divulgaram os seus lucros de R$ 3,4 bilhões e R$ 2,5 bilhões respectivamente.
Mesmo com acordos fechados, no começo da pandemia, com as organizações dos trabalhadores, para que não houvessem demissões nesse período, os banqueiros jogaram no olho da rua mais 13 mil trabalhadores. Além da demissão em massa, prejudicam a população quando fechando cerca de mil e duzentas agências espalhadas por todo o país.
A demissão em larga escala é uma das faces da política dos golpistas de descarregar sobre as costas dos trabalhadores o ônus de toda a orgia financeira dos capitalistas levada às últimas consequências por um punhado de parasitas especuladores e inadimplentes (estes sim os verdadeiros devedores do país), que tem levado a economia nacional à falência.
Esses 13 mil pais e mães de famílias, agora se somam aos mais de 36 mil que foram demitidos em 2019, a maioria dos quais através dos famigerados Plano de Demissão “Voluntária” (PDV), comprovando que as PDVs são uma política patronal que abriu o caminho para as demissões em massa. Além disso, os dados das demissões sistemáticas revelam que elas não vão parar por aí. Uma categoria que contava com cerca de 800 mil trabalhadores, nacionalmente, na famigerada era de FHC, na década de 1990, hoje conta com um pouco mais de 470 mil.
Não há outro caminho para a categoria bancária que não seja a luta pela defesa dos seus empregos. Organizar um movimento nacional dos bancários, imediatamente, para barrar os ataques reacionários dos patrões. Preparar uma vigorosa campanha contra as demissões e o conjunto de medidas que visa liquidar com os direitos dos bancários, com plenárias nacionais, encontros regionais presenciais, com o objetivo de preparar a greve de toda a categoria contra as demissões.




