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Controle social

Mais de 520 mil franceses vão às ruas contra passaporte sanitário

As pessoas terão que comprovar o esquema completo de vacinação contra a COVID-19 ou teste negativo para ter acesso à espaços publicos.


Pela 9ª semana consecutiva, milhares de franceses saem às ruas em protesto contra o chamado “passaporte da vacina”. Neste sábado (11), a população se levantou em diferentes cidades da França contra a obrigatoriedade de vacinação para o Covid-19 determinada pelo governo direitista de Macron.

Em várias cidades como Lille, Clermont-Ferrand, Montpellier, Nice, Bordeaux e Paris, foram realizados atos em que se juntaram inclusive profissionais de saúde como médicos, enfermeiras, auxiliares de enfermagem e fisioterapeutas também contrários à obrigatoriedade de vacinação.

A partir de quarta-feira, estes profissionais deverão ser imunizados e, caso não o aceitem, poderão ser suspensos de suas atividades, havendo denúncias de ameaças de cortes de salários e demissões.

Na capital francesa, milhares de pessoas se reuniram no Trocadero, próximo à Torre Eiffel. Lideram os protestos em Paris os “Patriots”, partido de extrema-direita, porém setores de esquerda e movimentos como os dos ”coletes amarelos” também participam dos protestos e acusam o governo Macron de ser um ditador. A multidão entrou em confronto com as forças do aparato repressivo em vários locais.

A obrigatoriedade das vacinas foi aprovada pelo Parlamento e se estende além das categorias profissionais, sendo obrigatório para entrada em hospitais, centros comerciais e outros lugares públicos. As pessoas só poderão ter sua entrada liberada se tiverem a comprovação do esquema completo de vacinação contra a COVID-19 , um teste negativo ou a comprovação de uma recuperação recente da doença.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou recentemente ser contrária a obrigatoriedade do passaporte de vacina. Sua porta-voz Margaret Harris declarou publicamente que a agência não gostaria “de ver o passaporte de vacinação como um requisito para sair ou entrar, porque não temos certeza neste momento se as vacinas previnem a transmissão”.

Ao mesmo tempo, a OMS também indicou que esta medida se tornará antes um motivo de exclusão que poderia afastar mulheres grávidas, crianças ou outras pessoas que ainda não têm a vacina por falta de acesso em seus países.

Enquanto isso, o diretor de emergências da entidade de saúde disse que se um país não receber vacinas e o passaporte for obrigado a viajar, “na prática ficará isolado internacionalmente”.

A obrigatoriedade de vacinação é uma medida de caráter ditatorial uma vez que impede o cidadão de exercer o direito sobre seu corpo. A população tem todo o direito e motivos para ter desconfiança à respeito da eficácia das vacinas. Os interesses econômicos bilionários que estão por trás da produção das vacinas contra o Covid-19 são de conhecimento público.

Qualquer medida sanitária não deveria jamais ser imposta ao povo ,o qual deve ser informado de forma transparente sobre aquilo que está sendo proposto como tratamento para determinada doença.

A guerra da indústria farmacêutica tentando vender suas vacinas às custas da proibição de aquisição de produtos laboratórios ou países concorrentes, a campanha de desqualificação de pesquisas e o impedimento através de sanções à compra de imunizantes produzidos por outros países, apenas comprovam e incitam a desconfiança da população quanto à verdadeira eficácia das vacinas para o controle da pandemia.

Se o interesse fosse a saúde da população, a primeira medida a ser tomada seria o acesso universal a todo tipo de vacina sem nenhuma restrição.

No Brasil já se discute a obrigatoriedade de vacinação, o que na verdade é uma medida que visa apenas restringir os direitos da população e exercer um controle repressivo sobre os trabalhadores uma vez que nem sequer existe vacina para todos. Na França já se ouve falar em demissão de trabalhadores que não estiverem imunizados, medida que, além de totalmente ineficaz para a adesão às campanhas sanitárias, tem caráter ditatorial típico dos governos fascistas.

Voltemos ao início do século XX , no episódio conhecido como a “ Revolta da Vacina”.

A população rejeitava a vacinação obrigatória contra a Varíola que o governo de Rodrigues Alves à pedido de Oswaldo Cruz impunha ao povo. Disto resultou grandes conflitos e protestos populares usados pelos opositores para tentar derrubar o governo. Nem governo, opositores ou a população saíram ganhando. A vacinação contra a varíola que vinha ganhando adesão caiu vertiginosamente e posteriormente a doença voltou a atacar impiedosamente a população.

A imposição de qualquer medida ao povo é uma medida desesperada do Estado burguês que não consegue mais a hegemonia sobre a população trabalhadora e assume tendências fascistas para o controle por meios repressivos.

A questão da imposição de uma vacina que nem existe para todos no Brasil não passa de uma falácia para o controle social, para justificar o uso de arbitrariedades contra os trabalhadores e para o cumprimento de acordos internacionais de compra e venda com a indústria farmacêutica, o  que já se anuncia com a  necessidade da terceira dose.


COTV

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