Mobilização

Entregadores lutam pelas suas reivindicações

A manifestação acontece devido a insistência dos patrões em manter a falta de condições de trabalho

Foto: Zanone Fraissat/Folhapress

Os trabalhadores em aplicativos realizaram um novo protesto contra as taxas pagas pelas empresas e pediram vacinação para trabalhar nas ruas.

Eles se reuniram às 13h desta sexta (16), em frente ao estádio do Pacaembu, na zona oeste de São Paulo, a partir das 13h, de onde saíram  com as suas motos, bicicletas, patinetes, dentre vários outros veículos, em protesto por avenidas da cidade.

A manifestação aconteceu devido a insistência dos patrões em manter a falta de condições de trabalho, a baixa remuneração, falta de segurança e, principalmente, por garantida de direitos, que são negados pelos monopólios do setor como, Ifood, Rappi, Loggi e Uber Eats.

Para esses capitalistas parasitas, que se enriquecem às custas da miséria da classe trabalhadora, os entregadores não têm direitos trabalhistas e devem ser mantidos em verdadeiro regime de semiescravidão.

A declaração de um dos trabalhadores em aplicativo mostra o grau de exploração que passa a categoria, neste momento: “geralmente, a gente ganha menos de R$ 0,85 por km rodado”. (site CUT, 15/04/2021)

Além da má remuneração, os entregadores são obrigados a chegar ao destino da entrega em um horário pré-determinado e, não chegando, são punidos, não recebendo o valor devido, e ainda leva um “castigo” de uma hora parado sem corrida. Essa situação ainda é piorada e abre a possibilidade de um alto grau de risco de morte, já que o entregador é obrigado a correr para atender os pedidos.

É comum o trabalhador ser bloqueado pelas operadoras por eventuais demoras dos próprios fornecedores a aprontar os pedidos.

Estudo feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico) mostra que a remuneração média da categoria é de apenas R$1.325, em algumas regiões do país como Norte e Nordeste, a renda média chega a ser inferior ao miserável salário mínimo nacional.

Hoje para ganhar entre R$ 2.000 e R$ 2.200 por mês livres das despesas de manutenção e combustível, o entregador precisa trabalhar de 8 a 12 horas por dia, seis dias da semana, correndo risco de acidentes pelo pouco tempo que as empresas oferecem para chegar até o local da encomenda e para ganhar muitas vezes R$ 5 para percorrer de três a quatro quilômetros, faça sol ou faça chuva”. (site Dieese)

Os entregadores são uma das categorias mais castigadas pelos capitalistas pela superexploração e, em tempos de pandemia, estão sendo duramente atingidos pelo aumento da carga de trabalho sem qualquer tipo de direitos trabalhistas com uma remuneração que não garante a sobrevivência de uma família de trabalhadores, que hoje não poderia estar abaixo dos R$5.500.

Nesse sentido, para se opor aos ataques dos patrões é preciso identificar a mobilização através de uma vigorosa greve, por tempo indeterminado, única forma de obrigar os patrões a atenderem as reivindicações dos trabalhadores.

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