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Victor Assis

Editor e colunista do Diário Causa Operária. Membro da Direção Nacional do PCO. Integra o Coletivo de Negros João Cândido e a coordenação dos comitês de luta no estado de Pernambuco.

A maior vitória do milênio

Viva Osama contra Obama, viva Bin Laden contra Biden!

Tomada de Cabul pelo Talibã é a maior insurreição já vista por quem nasceu na década de 1990


O presidente norte-americano Joe Biden, após a humilhante derrota de seu exército para o Talibã, fez um pronunciamento de quase vinte minutos para tentar explicar o inexplicável: como um orçamento de guerra de um trilhão de dólares foi derrotado por 80 mil pés-rapados com fuzis e granadas.

Em seu discurso, Biden admitiu conhecer bem a situação do Afeganistão: “tenho trabalhado nessas questões há tanto tempo quanto qualquer um”. Ninguém duvida. Biden foi a favor de todas as medidas da “guerra ao terror” do governo de George Bush e um dos mais importantes representantes do imperialismo na guerra do Iraque, tendo apoiado o sanguinário primeiro-ministro Nouri al-Maliki e proposto a divisão do Iraque em três pedaços! Sobre o Afeganistão, declarou: “estive em todo o Afeganistão durante esta guerra, enquanto a guerra estava acontecendo, de Cabul a Kandahar, ao vale de Kunar”.

Esse mesmo sujeito, que é, incontestavelmente, um dos homens mais bem informados sobre os bastidores das guerras imperialistas, afirmou, em seu pronunciamento, que o objetivo da invasão do Afeganistão nunca foi o de “construir uma nação”. Segundo ele, os norte-americanos invadiram o país para “pegar aqueles que nos atacaram em 11 de setembro de 2001 e garantir que a Al Qaeda não pudesse usar o Afeganistão como base para nos atacar novamente”. Não se tratava, portanto, de uma guerra em nome da “democracia” no Oriente Médio, como a Rede Globo faz crer, mas claramente uma guerra contra uma única organização — a Al Qaeda. Ou, como Biden deixaria claro, contra uma única pessoa: “matar Osama bin Laden foi um sucesso”.

Ninguém é capaz de levar a sério que o fim da guerra do Afeganistão tenha sido um “sucesso” para o imperialismo. Todos os jornais do mercado financeiro — Financial Times, The Wall Street Journal, The Economist etc. — afirmaram que a tomada de Cabul pelo Talibã foi um desastre de enormes proporções para os Estados Unidos. Um desastre comparável à revolução cubana de 1959 e à queda de Saigon em 1975. Mesmo que seja mentira que a guerra tenha sido um “sucesso”, fica ainda a pergunta: por que a caça a Osama bin Laden seria tão importante para o governo norte-americano a ponto de o seu presidente tentar justificar o gasto de um trilhão de dólares somente com sua captura?

Para responder a isso, será preciso contarmos quem é Osama bin Laden.

O príncipe saudita

Osama bin Laden nasceu em 1957, na Arábia Saudita, filho de uma família muito rica. Seu pai, Muhammed bin Laden, considerado um homem de grande ambição, nasceu como um iemenita pobre, mas acabou se tornando um dos maiores empreiteiros da Arábia Saudita graças a sua proximidade com a Casa de Saud. Muhammed bin Laden faleceu em 1967, em um acidente de avião, mas a sua empresa continuou nas mãos de sua família e é hoje a maior empresa de construção do mundo, com escritórios em países do Oriente Médio e da Europa. Seus negócios incluem também o petróleo.

A prosperidade da família permitiu que Osama bin Laden tivesse uma educação bastante privilegiada, estudando em um colégio de elite, tendo acesso a vários bens e inclusive transitando entre a cultura ocidental. Ao concluir os estudos básicos, ingressou na Universidade Rei Abdalazize, na cidade de Jidá, para cursar administração de empresas. Neste momento, Osama bin Laden começou a trilhar um caminho distinto do restante de seus irmãos, que preferiram estudar em escolas com uma tradição mais “ocidental”. Seu irmão Salem, por exemplo, chegou a estudar em Londres.

De acordo com vários especialistas, teria sido na universidade que bin Laden mais sofreu influência de professores que integravam a Irmandade Muçulmana.

O militante

Sob influência cada vez maior dos grupos islâmicos, bin Laden foi abandonando sua vida de boates, cassinos, viagens e luxo para se recolher a uma vida asceta. Em 1975, o rico filho da família bin Laden já havia se tornado um grande devoto do islamismo.

Em 1979, uma grande revolução no Irã deixa o imperialismo de cabelo em pé. Temendo perder completamente o controle do Oriente Médio, os Estados Unidos começaram a planejar um golpe contra o governo progressista do Afeganistão. Em reação, a União Soviética, que apoiava o governo local, decidiu ocupar o país.

A ocupação do Afeganistão era um conflito de grandes proporções. De um lado, estava o imperialismo, desesperado para tomar o controle do país e impedir que o levante dos povos se alastrasse. De outro, estava a já bastante debilitada União Soviética agindo de maneira defensiva, protegendo uma aliança com um dos países em sua fronteira. No entanto, para muitos grupos islâmicos, aquilo se tratava de uma guerra dos “infiéis” contra o seu território.

É por isso que Osama bin Laden e outros milhares e milhares de seguidores do islamismo não viram com bons olhos a ocupação soviética. A CIA, atenta a isso, investiu pesado em vários grupos islâmicos para que pegassem em armas e combatessem a União Soviética. Afinal, para os Estados Unidos, antes entregar o Afeganistão para um bando de flagelados religiosos do que perder um país estratégico para um poderoso governo adversário.

Em 1984, Osama bin Laden foi recrutado para a guerra no Afeganistão. Cada vez mais influenciado pelas frações mais radicais do islamismo, o jovem estava pronto para defender sua crença por todos os meios necessários. Devido a sua importância social, bin Laden não só lutou na guerra, como ajudou a organizar, logística e estrategicamente, os paquistaneses, sauditas e afegãos que se confrontavam com a União Soviética.

Um jihadista que lutou ao lado de bin Laden na época lhe descreveu da seguinte maneira: “ele era um herói para nós porque estava na linha de frente, sempre se movendo antes de todo mundo. Ele não apenas nos deu dinheiro, ele doou a si mesmo na guerra”.

O dinheiro ao qual o jihadista se refere, obviamente, não era apenas o dinheiro pessoal de bin Laden, mas também o dinheiro do imperialismo, que, corretamente, viu em bin Laden alguém muito decidido em lutar contra a União Soviética, ao mesmo tempo em que era bastante respeitado pela Casa de Saud. No entanto, como a declaração deixa claro, bin Laden não era um mero patrocinador: era um general das tropas islâmicas, que cozinhava com seus soldados, comia com eles, se escondia com eles e lutava com eles.

Com sua enorme capacidade militar e a ajuda da CIA, bin Laden chegou a liderar mais de 25 mil guerreiros de 35 países diferentes.

A guinada anti-imperialista

A União Soviética foi finalmente derrotada em 1989. Bin Laden voltou para a Arábia Saudita como um verdadeiro herói. A Casa de Saud, que era vista com muita desconfiança por sua aproximação com o imperialismo, logo tratou de se mostrar próxima de seu herói de guerra, que era um grande símbolo da luta contra os “infiéis”. Osama bin Laden começou a fazer discursos em várias cidades do Oriente Médio, sendo ovacionado em inúmeras oportunidades. Alguns desses discursos, inclusive, foram gravados e reproduzidos em milhões de cópias.

Em 1990, no entanto, tudo mudou. Com a invasão do Kuwait por Saddam Hussein, a Arábia Saudita ficou sob ameaça do Iraque. Osama bin Laden, sempre disposto a defender sua terra, garantiu à Casa de Saud que combateria as tropas de Saddam Hussein por conta própria, negando-se a receber qualquer ajuda direta do imperialismo norte-americano. A Casa de Saud, no entanto, contrariou bin Laden e chamou as tropas norte-americanas para a Arábia Saudita. Ali, bin Laden já estava bastante consciente do que estava acontecendo: os Estados Unidos não tinham compromisso algum com a sua luta sagrada, estavam oferecendo ajuda somente para que pudessem infiltrar cada vez mais suas tropas no território árabe. Que os “infiéis” armados até os dentes desfilassem perto de Meca e Medina, Osama bin Laden jamais poderia concordar. E é por isso que esse momento se tornou um ponto de inflexão na trajetória do jovem combatente: desse momento até o fim de sua vida, vai considerar os Estados Unidos como a maior ameaça ao mundo islâmico.

Em 1991, bin Laden era expulso da Arábia Saudita. Posteriormente, seria renegado também pela família.

O papel da religião

Osama bin Laden nunca foi um “agente da CIA”, um “vendido” ou qualquer coisa assim que os stalinistas, na riqueza de seu vocabulário, devem dizer sobre o militante islamita. A todo momento, bin Laden estava agindo conforme uma poderosa ideologia, que nada tem a ver com as distorções que a imprensa capitalista faz do islamismo.

O islamismo não é uma religião de barbudos malucos, que por alguma razão querem sair matando todo mundo. É uma religião ligada intimamente a um povo — uma religião portanto com um caráter fortemente político. É uma religião que se consolidou em um período em que Maomé organizou tropas militares para unificar a península arábica. Trata-se, portanto, de uma religião com um conteúdo profundamente nacionalista.

E esse nacionalismo tem um apelo muito grande porque o povo árabe sempre foi um povo muito sofrido. Um povo que vive no meio de um deserto, que viu nas promessas de Maomé de lutar contra as adversidades uma perspectiva para seu futuro. Hoje, os árabes e todo o Oriente Médio vivem sob uma opressão monstruosa. Não é à toa, portanto, que o islamismo — ou sua versão desenvolvida modernamente na Arábia Saudita, o wahabismo — seja levada tão a sério pelo povo oprimido da região.

Não é à toa, também, que o islamismo na sua forma mais radical se desenvolva na forma de uma ideologia profundamente anti-imperialista. Os Estados Unidos não ligam para Deus, Buda ou Alá. Mas ligam para o petróleo do Oriente Médio. E por causa disso não só vão continuar explorando todos os povos da região, como tem o maior interesse em segregá-los ao máximo.

E para isso, o imperialismo foi — e continua sendo — capaz de derrubar e enforcar publicamente o presidente de um país — Saddam Hussein —, de jogar a “mãe de todas as bombas” no Afeganistão, de estuprar as mulheres de todos esses países, de matar crianças e exibi-las como troféu e de liquidar, em uma só guerra, centenas de milhares de vidas.

Sudão e Afeganistão

Da Arábia Saudita, Osama bin Laden foi para o Sudão, onde deu importantes passos para a consolidação da Al Qaeda. Aproximou-se de Hassan al-Turabi, líder islamita do país, ordenou seus primeiros ataques terroristas e fundou empresas que serviram para financiar e organizar logisticamente sua guerra internacional aos Estados Unidos e seus aliados, incluindo a Casa de Saud.

As retaliações foram muitas. Osama bin Laden sofreu pelo menos dois atentados contra sua vida e assistiu aos Estados Unidos pressionaram o governo do Sudão, inclusive com ameaças de sanções, para que lhe expulsasse do país. Finalmente, em maio de 1996, Osama bin Laden se estabelece no Afeganistão.

Osama bin Laden conseguiu se estabelecer lá porque o Talibã havia tomado o poder. O Talibã foi um dos grupos que se formou durante a luta contra a ocupação soviética, tendo desenvolvido uma ampla colaboração com o grupo de bin Laden desde então.

Inimigo número 1

Em 11 de setembro de 2001, Osama bin Laden orquestrou aquele que talvez tenha sido o atentado terrorista mais famoso da história: a sucessão de ataques às instituições norte-americanas, incluindo o Pentágono, deixando 3 mil pessoas mortas. O imperialismo ali foi humilhado na sua própria casa. Foi dado o recado: se vocês querem continuar matando nossos filhos, saibam que podemos atingi-los também.

A partir de aí, Osama bin Laden passou a encabeçar a lista de procurados do FBI, com US$25 milhões de recompensa por qualquer notícia sobre ele. Tornou-se o inimigo número 1 dos Estados Unidos. E como o Talibã se recusou a lhe entregar, o fascista George Bush declarou guerra ao Afeganistão.

Osama bin Laden ficou 10 anos escondido, sem nunca ser achado pela CIA e por todas as agências de espionagem do mundo. A maior parte do tempo, bin Laden esteve em um modesto terreno no Paquistão, construído sob medida para que lá ficasse. Durante esse período, bin Laden não saía de casa, não tinha telefones, nem acessava a internet. A casa onde residia era de dois irmãos, fiéis membros da Al Qaeda, que diziam que seu “tio” era muito doente e não podia nunca sair de casa. No terreno, bin Laden criava bodes, frutas e vegetais, de modo a nunca precisar sair para nada.

Mas não era só Osama bin Laden que morava escondido. Junto a ele, chegaram a morar três de suas cinco esposas, e vários de seus filhos. Da modesta casa, que possuía 9 cômodos para quase 20 pessoas, bin Laden comandava uma organização internacional enviando cartas escritas à mão ou por meio de um pen drive.

Como foi possível viver assim durante dez anos? Ora, porque era apoiado em uma rede gigantesca, de militantes abnegados, que só é possível de serem obtidos em um movimento político real: a insurgência islâmica contra o imperialismo norte-americano.

Durante todo esse tempo, Osama bin Laden seguia muito firme em apontar os Estados Unidos como o seu maior inimigo. Muito bem informado, acusava Barack Obama de ser o homem por trás de sua perseguição. Em uma de suas mensagens, bin Laden chamou Obama de “cabeça da infidelidade”. E estava certo: como presidente dos Estados Unidos, Obama era a maior ameaça ao sonho do mundo islâmico, que é o de ser livre da opressão do imperialismo.

“Os Estados Unidos devem cessar suas maldades, bem como sua aliança com os judeus, e deixar os muçulmanos em paz, para que possam estabelecer o Estado Islâmico, onde o islamismo vai prevalecer. Nós queremos lutar contra os Estados Unidos, os líderes dos infiéis. Nós sabemos que os norte-americanos são representados pelo Congresso e pela Casa Branca, que são os donos do poder nos Estados Unidos, são quem tomam as decisões. Por isso, nós precisamos matar e lutar contra o povo norte-americano”.

De 2009 em diante, Barack Obama e seu vice, Joe Biden, intensificaram a perseguição a Bin Laden. Em maio de 2011, autorizaram uma operação que resultou em sua morte. No melhor estilo norte-americano, sequer avisaram ao governo paquistanês que iriam invadir o país para fazê-lo.

Após assassinar covardemente Osama bin Laden, os norte-americanos jogaram seu corpo no mar. A casa onde morava, no Paquistão, foi rapidamente demolida. Tudo para que nada de material associado a ele se transformasse em uma nova Meca.

A homenagem a bin Laden

A história de bin Laden é a história de um homem sendo perseguido de maneira implacável por dezenas de países e armas de última geração. É a história de alguém que é tão temido que sequer teve o direito de ter um mausoléu. Que indivíduo no mundo poderia ser tão perigoso?

Ora, somente aqueles que estão apoiados em um movimento poderoso. Osama bin Laden foi um grande exemplo de abnegação, de convicção, de disposição. Abandonou uma vida de luxo, foi expulso de dois países, renegado pela família, perseguido em quase todo o planeta, obrigado a viver dentro de uma casa por 10 anos… Tudo isso, em nome de uma causa: a liberdade de seu povo.

É óbvio que a “liberdade” aqui está circunscrita às condições materiais. A liberdade para o Oriente Médio só é possível com o desenvolvimento das forças produtivas e com uma revolução socialista internacional. Diferença essa que, na prática, pouco importa. Na medida em que bin Laden luta contra o imperialismo, pelos motivos que ele acredita, com o programa limitado que ele e o nacionalismo burguês muçulmano possam ter, ferir os Estados Unidos, mobilizar o povo contra ele e enfraquecê-lo militarmente é o mesmo que deixar a burguesia mundial de joelhos para que a humanidade corte-lhe a cabeça.

Bin Laden não viveu para ver a queda do imperialismo. Mas o mesmo movimento que criou bin Laden, criou também um de seus mais importantes aliados — o Talibã — e teve uma vitória espetacular há exatamente uma semana. A tomada de Cabul pelo povo afegão é uma vitória da luta de todos os oprimidos do Oriente Médio e do mundo contra os Estados Unidos. Bin Laden está vingado.

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