Desemprego e redução salarial

Trabalhador paga a conta da pandemia

Há uma gigantesca transferência dos recursos do Estado para os banqueiros e grandes capitalistas.

A Universidade de São Paulo (USP) acaba de divulgar relatório de um novo estudo sobre o impacto econômico em relação à crise do coronavírus. Segundo os estudos, 81% da força de trabalho no país corre o risco de perder renda.

Para um dos coordenadores do grupo de estudo da USP, Rogério Barbosa, 8 em cada 10 trabalhadores estão em risco de perderem os seus empregos ou mesmo parte das suas rendas. Até mesmo aqueles trabalhadores que exercem atividades que não pararam durante a pandemia do coronavírus, consideradas essenciais, estariam desprotegidas diante da pandemia.

Os grandes capitalistas, os banqueiros nacionais e internacionais e seus governos reacionários estão despejando nas costas dos trabalhadores todo o ônus da crise da pandemia. Aproveitam-se da situação para aumentar a exploração, através de demissão em massa e redução salarial.

Além disso contam com a pronta colaboração das instituições representantes da burguesia: Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal que estão legislando e aprovando medidas do governo golpistas/ilegítimo Bolsonaro de confisco aos direitos da classe trabalhadora, tais como foi feito recentemente com a aprovação, na Câmara Federal, da MP 905 (carteira verde amarela) que liquida com praticamente todos os direitos, além de ser o maior confisco da história do país aos trabalhadores, ou mesmo com a aprovação da MP no STF que permite a suspensão de contrato de trabalho por até 60 dias e prevê a redução de até 70% do salário mediante acordo individual entre empregado e empregador.

Ao contrário do que a imprensa capitalista tenta passar para a população, em relação às consequências econômicas devida a pandemia, o que há na verdade é uma gigantesca transferência dos recursos do Estado para os banqueiros e grandes capitalistas. Os banqueiros, um dos principais patrocinadores “nacionais”do golpe de estado no país, mesmo com toda a crise sanitária foram agraciados com nada menos do que R$ 1,2 trilhão; para os grandes empresários foram liberados créditos oriundos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e pelo BNDES.

Enquanto isso os trabalhadores estão sendo premiados com a redução salarial, desemprego e com a esmola do auxílio emergencial de R$ 600.

Para os trabalhadores não há outra saída que não seja a organização de uma gigantesca mobilização para enfrentar a política reacionária dos patrões. Se não matarem os trabalhadores pelo contágio do coronavírus irão matar-los de fome. Os capitalistas e seus governos pouco se importam com a saúde e com a situação econômica da classe trabalhadora, para eles o que interessa, única e exclusivamente, é o lucro, nem que para isso sejam ceifadas centenas de milhares de vidas.

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