A crise económica começa a receber a revolta popular, na última quinta-feira, dia 19 de março, em meio a crise sanitária do coronavirus, cerca de 30 pessoas realizaram um arrastão em um supermercado Roldão Atacadista no Itaim Paulista, na zona leste da capital paulista.
Fazendo o seu papel, o de cão de guarda do patronato, a PM informou que nos saques foram levados chocolates e cigarros, como que para dizer que os pobres realizaram o saque para extravagâncias e não por conta da fome que já atinge milhões brasileiros.
O que ocorreu no Itaim, frente a política de destruição dos direitos e dos salários da classe trabalhadora, é apenas o início da revolta popular, assim como recentemente ocorreram em outros países, como a Argentina, aqui no Brasil temos um enorme barril de pólvora pronto para explodir.
A politica de Bolsonaro e Guedes para os trabalhadores é a da mais profunda espoliação, enquanto dezenas de brasileiros já morrem, vitimas da falta de infraestrutura e sucateamento da saúde pública brasileira, que não conseguirá atender a enorme maioria dos doentes com o Coronavírus , Bolsonaro apenas lamenta, como disse em entrevista ao apresentador “golpista” Ratinho. Mas na política econômica já anuncia o corte de salários e de jornada dos trabalhadores da iniciativa privada, assim como já enviou projeto para fazer o mesmo com o funcionalismo público. Com os trabalhadores autônomos chegou ao disparate de dizer, que àqueles que comprovarem o trabalho autônomo receberão míseros 200 reais, sem falar os quase 20 milhões de desempregados.
Portanto é claro que a revolta popular tende a aumentar e assim também os saques, frente a um governo expropriador das condições mais elementares, o povo não verá seus filhos passarem fome sem se rebelar.


