A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), no último dia 08 de maio, reiterou, através de um novo ofício, o atendimento das reivindicações dos trabalhadores encaminhada à direção da Caixa Econômica Federal a quase um mês atrás, no dia 16 de abril, para que sejam tomadas as medidas necessárias em relação à proteção dos bancários e da população que aglomera nas agências, de proteção ao contágio do Covid-19.
“Entre as requisições está a imediata contratação dos aprovados que constam do cadastro reserva do concurso de 2014, bem como a efetivação dos empregados admitidos na Caixa por via de liminar ou de decisão judicial não transitada em julgado.” (Site Contra/CUT 08/05/2020).
Além disso, “a Contraf-CUT cobra também maior planejamento quanto ao atendimento nas agências, além do funcionamento adequado do aplicativo do auxílio emergencial. ‘É necessário que a Caixa articule a logística de atendimento e solicite a descentralização do pagamento do auxílio emergencial, além de estabelecer o calendário de pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial’, justifica Fabiana Uehara Proscholdt, secretária da Cultura e representante da Contra/CUT que também é empregada da Caixa”. (Idem)
O total descaso da direção da Caixa, que após um mês do envio do ofício pelas direções sindicais não se obteve qualquer resposta, é uma demonstração inequívoca de que os golpista não estão nem um pouco preocupados com a vida dos bancários e pouco menos com a da população. As agências bancárias são um ambiente adequado para a propagação do contágio do novo coronavírus. Vários pessoas estão sendo contaminadas o que já levou a óbito diversos trabalhadores bancários, isso sem falar das diversas pessoas que se dirigem às agências bancárias que foram contaminas, mas não se tem uma estatística sobre esses casos. Várias agências do país inteiro estão sendo fechadas por apresentarem alto índice de contaminação dos seus funcionários pelo Covid-19.
É evidente que as poucas medidas de segurança adotadas pelo banco não dão conta do risco que os trabalhadores da Caixa estão passando, quem dirá dos clientes.
Os trabalhadores da Caixa e a população, que necessita dos serviços bancários estão na linha de frente para o alastramento do contágio do Coronavírus. As medida de proteção devem ser tratadas com a devida urgência já que se trata de um ambiente extremamente propício para a propagação do doença.
Para evitar que haja mais mortes pela contaminação é necessário o fechamento imediato do atendimento presencial nas agências, enquanto persistir a mínima possibilidade de contaminação no ambiente de trabalho; abertura de todos os caixas de auto-atendimento e de todas as suas funções; ampliação do horário de funcionamento dos caixas eletrônicos; redução da jornada de trabalho para 4 horas diárias para todos, com completa flexibilização do horário de entrada e saída; contratação imediata de novos funcionários; são algumas das reivindicações que devem ser atendidas já. É necessário o fechamento imediato do atendimento presencial nas agências e chamar uma greve da categoria.




