O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano da cidade de Natal RN (SETURN), publicou uma nota no último domingo (21) para constranger moralmente o sindicato dos rodoviários e impedir a greve que começou nesta segunda feira (22).
Em nota, os empresários de transporte pedem à categoria “compreensão” em função do estado de emergência sanitária causada pela pandemia no país e não façam greve. A demagogia dos patrões para comover à categoria e a população diz que a redução da frota levará a uma maior aglomeração nos pontos e nos ônibus da cidade, contribuindo com a disseminação do vírus no momento de pico da doença.
A lamúria patronal continua: as empresas de ônibus perderam 70% do seu faturamento e que o sindicato, ou seja, os trabalhadores estão se beneficiando da fragilidade social e das empresas do setor para discutir aumento de salários muito acima da inflação.
O cinismo dos patrões não tem limite, quando o objetivo é convencer que os exploradores são na verdade os explorados, segundo a nota: “o momento é de união para salvar vidas os rodoviários não podem impedir que profissionais de saúde saiam de casa todos os dias para trabalhar com segurança e tranquilidade, afinal fazem parte também de um serviço essencial, a população merece o nosso respeito assim como outros trabalhadores que precisam sair de casa para garantir o seu sustento”.
Por fim, os empresários ponderam que estão a disposição do sindicato para negociar com a mediação do Tribunal Regional do Trabalho e a participação da prefeitura de Natal-RN, comandada pelo PSDB, para buscar o melhor entendimento.
Mesmo com toda essa manipulação, choradeira queixosa dos patrões, os rodoviários entraram em greve na segunda-feira (22), dando uma resposta proletária aos empresários. Os patrões e o governo Bolsonaro são os verdadeiros culpados por todo mal que se abate sobre a população pobre e trabalhadora brasileira: empresas de ônibus demitem, não pagam salários e benéficos e vêm fazer chantagem com os trabalhadores rodoviários sobre o momento da greve. Quem coloca em risco a vida dos trabalhadores e dos usuários são as empresas de ônibus que atacam os trabalhadores e não dão condições dignas de transporte para a população visando o lucro. Defender a greve, para 100% dos transportes até a vitória das reivindicações.
Não podemos engolir o mantra burguês e dos “homens de bem” da classe média que a culpa é do povo, do povo pobre e trabalhador que sente a dor mais perto do osso do que da carne, produto da ganância dos patrões tem que sair para trabalhar todos os dias em plena pandemia, como gado indo para abatedor, são mais de 50 mil mortos, isto é, quase cinco pessoas a cada minuto, na sua grande maioria pobres e entre os mortos muitos rodoviários que não tiveram por parte dos patrões nenhum tipo piedade quando foram expostas sem proteção.





