Noami Klein em sua A Doutrina do Choque foi quem desvendou como o imperialismo utiliza-se de catástrofes, como o furacão Katrina, o Tsunami da Indonésia, bombardeios, as explosões do terror, os ventos destruidores para esmagar sociedades inteiras. Estes Choques são tão úteis para amansar sociedades inteiras quanto a música estridente e as pancadas servem para enfraquecer os prisioneiros nas salas de torturas.
Diz Noami: “É assim que a doutrina do choque funciona: o desastre original – golpe, ataque terrorista, liquidez do mercado, guerra, tsunami, furacão – põe toda a população em estado de choque coletivo… as sociedades em estado de choque frequentemente desistem de coisas que em outras situações teriam defendido com toda a força…”
Pois o governo golpista de Bolsonaro age sob a Doutrina do Choque utilizando o coronavírus e a pasmaceira da esquerda para dar carta branca para patrões demitirem em plena crise.
Foi isso que fez o Secretário de Bolsonaro ao dar carta branca para patrões demitirem na crise. O secretário Especial da Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, esclareceu que não haverá qualquer tipo de proibição de demissões para os casos em que houver adiantamento de seguro-desemprego.
Na mesma semana em que Lula deu entrevista dizendo que na situação em que estamos é prioritário salvar o povo e, depois, só depois, pensar nas empresas,
Contudo, a medida é apresentada com um certo ar de naturalidade e lógica invertida: salva-se as empresas e que se dane os trabalhadores: “Existem duas maneiras de preservar emprego: a fórceps e por estímulo. Não faria sentido proibir demissões. Nós quebraríamos as empresas”, disse, durante entrevista coletiva à imprensa o Secretário de Bolsonaro.
O que faz o governo na situação em que o Mundo, em plena pandemia do coronavírus, é um crime de guerra perpetrado contra a população trabalhadora do país.
Nota-se que o genocídio será feito por Medida provisória, ou seja, imediatamente. Depois chamará o Congresso para endossá-lo. Diz: o texto deve ser encaminhado por meio de Medida Provisória nos próximos “um ou dois dias”.
E os patrões desembolsarão indenizações para as demissões em massa? Não. O Secretário de Trabalho da pasta, Bruno Dalcolmo, esclareceu que o programa será arcado por recursos do Tesouro, como já vem ocorrendo comas iniciativas bancadas pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Os trabalhadores e suas organizações não podem aceitar mais esse ataque no momento de maior fragilidade da classe operária, no momento da pandemia e do colapso econômico. A CUT, sindicatos, Centrais outras e partidos de esquerda devem, imediatamente, chamar a derrubada de Bolsonaro e toda a sua corja golpistas da presidência da República.



