O presidente do Ibama, Eduardo Bim, tornou oficial a mordaça dos servidores, que estão impedidos de dar entrevistas e fazer comentários sobre a política ambiental do governo Jair Bolsonaro em qualquer órgão de imprensa. A portaria nº 560, publicada em 27 de Fevereiro de 2020, determina que qualquer contato com a imprensa deve ser centralizada por meio da Assessoria de Comunicação (ASCOM) e que as chefias devem reportar qualquer pedido de contato com jornalistas. Pedidos de entrevista, informações e esclarecimentos para o Ibama, ICMBio e Jardim Botânico devem ser enviados ao Ministério do Meio Ambiente, que decide se vai responder ou não.
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, tem implementado uma política de censura e perseguição aos servidores críticos ao governo Jair Bolsonaro e sua política de destruição ambiental no país. A ideia é impedir que qualquer voz discordante se expresse no interior das instituições responsáveis pela política ambiental e, com isso, evidencie o enorme repúdio ao governo Bolsonaro e sua política pró-latifúndio.
Enquanto os servidores do Ministério do Meio Ambiente e seus órgãos são perseguidos e censurados, os latifundiários avançam em sua política de tomada das terras para o agronegócio exportador e os ecossistemas vivem intensa degradação, como é caso flagrante da região Amazônica. O próprio governo Bolsonaro, de forma explícita, apoia os latifundiários e patrocina seu avanço sobre as terras, as unidades de conservação, as reservas indígenas e o meio ambiente em geral.
Bolsonaro e Salles tentam justificar a censura como uma necessidade para “proteger a imagem” das instituições ambientais.




