Economia em queda com mortes

Retração na economia brasileira será a maior da história, diz Citibank

O desemprego em fevereiro ficou em 11,6% com mais de 12 milhões de desempregados. Tende a crescer e muito, sem data prevista de ser estancado.

O Citibank, em matéria na Revista Exame, diz que prevê 4,5% de retração na economia (PIB). O pior resultado na história. No começo de abril o banco estimava a queda de 1,7%. A taxa de desemprego chegará a 17% no terceiro trimestre de 2020.

O fundo do poço será alcançado em abril, mas como acreditam que o afrouxamento da mobilidade se dará a partir de julho, até lá a economia ficará patinando.

Projetam que o PIB tenha recuado em 0,6% no primeiro trimestre e no segundo despenca para 7,7%. Prevêem crescimento de 0,9% entre julho e setembro e no último trimestre 2,5%. Para 2021 projetam crescimento de 3,9% comparado com 2020 que será fraca. E a inflação deverá fechar o ano em 2,5%, portanto abaixo do piso da meta que é 4,0%.

O déficit primário (receitas menores que despesas no país) em 2020 ficará em 647 bilhões (9,1% do PIB), e a dívida bruta chegando a 89,1% do PIB. O dólar fechando a 4,73% reais, abaixo dos atuais 5,6335 reais/dólar.

Oxalá essas projeções fossem certeiras. Estão enxergando trovão em céu azul. E são mais otimistas que os neoliberais e o próprio FMI. Gustavo Franco em matéria de O estado, recentemente, prevê queda do PIB mais provável de dois dígitos neste ano.

Considerando que estamos há apenas a pouco mais de um mês do início da pandemia, com restrições parciais na mobilidade. Que a crise de 2018 afetou as economias drasticamente. E agora temos outra crise, a que já vinha sendo alertada por vários especialistas e antecipada pela crise sanitária do coronavírus com queda generalizada nas bolsas de valores. E a própria pandemia.

Não atingimos ainda o pico de contaminações e consequentes mortes. Tudo isso mostra um quadro de absolutas incertezas de imediato. Do ponto de vista da economia.

Já das consequências para o povo em geral temos a certeza de miséria, fome e mortes como jamais vista no país.

O desemprego em fevereiro ficou em 11,6% com mais de 12 milhões de desempregados. Tende a crescer e muito, sem data prevista de ser estancado.

O governo tem liberado fortunas aos bancos e grandes empresas. Soma de 1,2 trilhões. E para o povo migalhas (42 bilhões de reais), que talvez nem recebam, por causa da burocracia para cadastramento junto ao governo. Não possuem recursos para acessar o cadastro, os sistemas não funcionam, precisam provar uma série de condições, etc. Tudo isso para receberem 600 reais por três meses. Como se fosse possível manter uma família com esse dinheiro.

Com essas crises aumentará o desemprego que abre as portas para a miséria, fome e doenças. Já não bastasse o coronavírus, sarampo e dengue tudo ao mesmo tempo. O desemprego ocasiona o não pagamento de contas, dentre elas aluguel, água e luz, cujas condições pioram as condições de vida e para se prevenir da pandemia.

O sistema de saúde já estava precário, agora piorou e está quase entrando em colapso. E os trabalhadores são obrigados a enfrentar ônibus, metrô, e trem superlotados, colocando a vida em risco de contaminação, e espalhando o vírus.

O estado poderia ter encomendado máscaras, álcool, respiradores, leitos, UTIs, pois trata-se de epidemia de proporções gigantescas. Ao invés disso preferiu dar dinheiro para os mais ricos (bancos e grandes empresas). E deixando desamparados os trabalhadores e pobres, contando com a própria sorte para sobreviverem. Preferem salvar a economia, os mais ricos e que menos precisam, ao invés de cuidar do povo.

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