Morrem médicos e enfermeiros

Profissionais da saúde já começam a morrer por Coronavírus no Brasil

A falta de acesso aos EPIs é, segundo especialistas, um dos motivos que mais mata profissionais da saúde no combate ao Covid19, no mundo inteiro

Na linha de frente de combate contra o Covid19, os profissionais de saúde de todo o mundo são também, proporcionalmente, os que mais são infectados, e já aparecem entre os numerosos mortos pelo vírus. São milhares os infectados no mundo todo, e o número de mortes continua subindo entre eles. 

De acordo com especialistas, parte da explicação para essa questão está na quantidade de vírus a que as equipes médicas são expostas. Uma vez que o vírus entra no corpo, ele invade as células e se replica. Essas cópias se acumulam durante os dias seguintes, o que faz o paciente ter mais e mais vírus dentro dele.

Mas esta exposição e contágio só se efetiva quando os profissionais da saúde ou não tem equipamentos de proteção – EPI, ou tem e a qualidade é ruim. Daí porque, a falta de acesso a esses equipamento fazem com que esse profissionais contraiam a doença. 

Na França, os médicos entraram com ações contra o governo por — segundo eles — não terem conseguido aumentar a produção de máscaras e, portanto, colocá-los em perigo.

Médicos e enfermeiros do Zimbábue entraram em greve para protestar contra a falta de EPIs em um momento em que o país está em situação de emergência para tentar deter a propagação do vírus.

No Reino Unido, Neil Dickson, diretor executivo de uma organização de trabalhadores da saúde, diz que a falta de EPIs enfraqueceu a confiança dos médicos e enfermeiros.

Embora o governo britânico tenha começado a usar as forças armadas para distribuir milhões de máscaras aos profissionais da área médica, Dickson acredita que “levará algum tempo para reconstruir essa confiança”.

Sendo esses problemas recorrentes, à medida que aumentam os atendimentos de infectados nos hospitais e postos de saúde, também acontece o mesmo com os profissionais da saúde, que, expostos ao contágio pela escassez de material, não têm como se proteger do contágio.

Dados relacionados à epidemia de Sars ocorrida em 2002-2003 indicam que 21% dos infectados eram trabalhadores da saúde, segundo dados da OMS. Padrões semelhantes surgiram entre aqueles que cuidam de pacientes com Covid-19.

Na Itália e na Espanha, milhares de profissionais de saúde testaram positivo para coronavírus. No início de março, as autoridades chinesas estimaram que 3,3 mil profissionais de saúde haviam sido infectados. 

Isso significa que entre 4% e 12% dos casos confirmados de coronavírus correspondem a trabalhadores de saúde.

A política do governo não mudou, continuam trabalhando com o mínimo de recursos que são insuficientes para isolar os infectados do restante da população. Dessa forma, e sabendo que a cada semana a população de infectados dobra, será difícil a resistência ao vírus sem profissionais da saúde, pois isso é o que acontecerá. Além de faltar equipamentos e insumos, também ficaremos sem a linha de frente para recepcionar e conduzir o atendimento nos hospitais e postos de saúde.

E assim vamos caminhando para o que já se desenha como o maior genocídio desse século praticado pelos golpistas que se preocupam mais em manter a sua margem de lucro e ignorar a falta de recursos para socorrer a população. 

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