Movimento Operário

Petroleiros rejeitam proposta de acordo coletivo da Petrobrás

Em assembleias realizadas por todo o país, os sindicatos seguiram a orientação da FUP e rejeitaram a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho da Petrobrás.

O resultados assembleias virtuais e presenciais que deliberaram sobre a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), realizadas pela Federação Única dos Petroleiros (FUP-CUT), foram comunicados à Gerência de Recursos Humanos da Petrobrás e subsidiárias.

A proposta ACT  da Petrobrás (controlada pelos golpistas) foi rejeitada quase que por unanimidade nas assembleias realizadas em todos os lugares, de norte a sul do país.  A FUP orientou os sindicatos a debater com os trabalhadores propostas de  mobilização para pressionar a gestão da Petrobrás a atender as reivindicações dos petroleiros.

Os resultados das assembleias demonstram o repúdio dos petroleiros em relação à atual administração da Petrobrás, nomeada pelo presidente fascista Jair Bolsonaro. Além de rechaçar uma proposta de ACT que se orienta no sentido retirar direitos mesmo em meio à pandemia do COVID-19, os petroleiros têm denunciado sistematicamente a política de privatização da estatal levada adiante pelos golpistas e sua subordinação aos interesses do capital financeiro internacional.

Veja abaixo os resultados das assembleias realizadas pela FUP em pelo menos treze estados:

Amazonas – 100% dos trabalhadores aprovaram indicativos da FUP;

Ceará/Piauí – 100% dos trabalhadores aprovaram indicativos da FUP;

Pernambuco/Paraíba – 100% dos trabalhadores aprovaram indicativos da FUP;

Rio Grande do Norte – 96,16% dos trabalhadores aprovaram indicativos da FUP;

Bahia – 98,35% dos trabalhadores aprovaram indicativos da FUP;

Espírito Santo – 97% dos trabalhadores aprovaram indicativos da FUP;

Norte Fluminense – 97,39% dos trabalhadores rejeitaram a contraproposta da Petrobras e 98,06% foram favoráveis à renovação do ACT;

Duque de Caxias – 100% dos trabalhadores aprovaram indicativos da FUP;

Unificado de São Paulo – 99,82% dos trabalhadores aprovaram indicativos da FUP;

Minas Gerais – 98% dos trabalhadores rejeitaram a contraproposta da Petrobras e 100% foram favoráveis à renovação do ACT;

Paraná/Santa Catarina – 90% dos trabalhadores rejeitaram a contraproposta da Petrobras e 93% foram favoráveis à renovação do ACT;

Rio Grande do Sul – 95,9% dos trabalhadores rejeitaram a contraproposta da Petrobras e 97,3% foram favoráveis à renovação do ACT;

É preciso esclarecer que a única maneira de impedir a privatização da Petrobrás, a entrega de suas subsidiárias (BR distribuidora, PBIO etc) e os ataques aos petroleiros é com a mobilização da categoria. A greve de fevereiro aponta para a ocupação das unidades como o método correto para derrotar a política dos golpistas.

Parte dos objetivos fundamentais do golpe de Estado de 2016 são os de avançar na privatização da Petrobrás e levar adiante a entrega das riquezas naturais do país, em especial os setores de petróleo e gás,  para os monopólios controlados pelo imperialismo. Como foi dito, somente a mobilização dos trabalhadores pode impedir que estes objetivos se concretizem.

 

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