A direção golpista, controlada pelo militares na Petrobrás anunciou na última quinta-feira, dia 16 de Abril, o fechamento de mais duas plataformas na Bacia de Campos. O ataque fascista do governo Jair Bolsonaro em favor dos interesses norte americanos, somente aumenta, aproveitando se da falta de mobilização nacional dos sindicatos de trabalhadores em geral. O avanço na destruição do Petróleo brasileiro é enorme, já são oito plataformas fechadas na região Norte Fluminense. A medida afetará milhares de trabalhadores de forma direta e indireta. Diretamente são 1192 trabalhadores da Petrobrás e aproximadamente 3,6 mil trabalhadores terceirizados.
Desde o golpe de Estado, praticamente 50% dos trabalhadores vinculados à Petrobrás perderam seus empregos. Em 2014, ano da reeleição de Dilma Rousseff havia 13 mil funcionários e em 2020, antes das mais novas demissões de quinta-feira, esse número era de 9 mil. Agora, se não forem revertidas pela luta as demissões, chegaremos a 50% de trabalhadores demitidos. De acordo com levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) , cerca de 51 mil trabalhadores terceirizados perderam o emprego na Bacia de Campos desde 2014, por conta da política golpista da direita no país.
O Sindipetro-NF já enviou propostas a direção da empresa de possibilidades de remanejo de trabalhadores o que impediria as demissões, mas os companheiros devem partir para a ofensiva e mobilizar os petroleiros para a greve contra Bolsonaro.
Com o fechamento das duas plataformas o prejuízo chegará a ordem de 200 mil barris dia a menos na produção brasileira.
Além do desemprego direto, indiretamente atingirá os trabalhadores da região de campos que vivem do comércio e serviços na região para atender aos proprios trabalhadores da Petrobrás, caso dos hotéis e comércios, situação com efeito cascata que vai gerando desempregos nos ramos que atendem os negócios hoteleiros e de serviços, gerando diminuição na arrecadação local dos municípios da região podendo afetar até os serviços públicos. O que trará uma dificuldade adicional para os municípios.
Outro dado preocupante trazido pelo Dieese, Através do Economista Iderley Colombini, é que a arrecadação dos municípios da Bacia de Campos em 2019 com royalties e participações especiais foi de R$ 2 bilhões. Com ao fechamento das plataformas e a queda brusca dos preços internacionais do petróleo, a expectativa para 2020 é de uma arrecadação de R$ 830 milhões, uma redução de 60%.
Está na ordem do dia a mobilização dos trabalhadores petroleiros e dos demais trabalhadores da região para se levantar contra a brutal destruição dos empregos na região. Chamando a greve dos petroleiros e a mais ampla mobilização na região e no país para por abaixo o governo fascista de Jair Bolsonaro.





