Debate reuniu esquerda

PCO propõe unidade da esquerda na defesa da candidatura de Lula

Debate que ocorreu entre os presidentes do PT, PCO, PCdoB e PSOL, mostrou as orientações dos principais partidos de esquerda do país

O debate que realizado ontem entre os presidentes do PT, PCO, PCdoB e PSOL, com transmissão da TV 247, DCM, Fórum e COTV expôs as orientações dos principais partidos de esquerda do país. O presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, colocou a análise da situação política no Brasil e no mundo, e a qual seria a saída para a mudança da correlação de forças e a derrota do governo fascista de Jair Bolsonaro e de todos os golpistas.

Foi apresentado que o problema atual não tem relação com as eleições, e sim com a marcha da situação política nacional e internacional e no avanço da direita em todos os lugares do mundo.

Um importante entendimento é ter como eixo da situação política derrotar a direita, ou seja, essencialmente é modificar uma correlação de forças que atualmente está extremamente desfavorável para os trabalhadores e para a esquerda.

Rui pontuou que as colocações da esquerda e dos ativistas mostram uma preocupação com as eleições e como podem contribuir para avançar a luta contra Jair Bolsonaro. A esquerda acredita que para mudar a correlação de forças seria ganhar as eleições de 2022 e as eleições de 2020 contribuiriam para essa mudança em 2022.

Mas é preciso analisar a conjuntura política, pois não houve uma mobilização a altura para derrotar o governo ou impedir seus ataques contra os trabalhadores. A situação atual é muito peculiar, não somente em relação ao Brasil, mas em todo o mundo.

A vitória eleitoral é um retrato da correlação de forças e não a sua alteração. Ou seja, não é um elemento que opera a mudança na relação de forças. Esse fato pode ser demonstrado porque as eleições para a esquerda estão completamente desfavoráveis e houve um retrocesso muito grande em candidatos eleitos nas eleições municipais desde o golpe em 2016. As eleições municipais funcionam como currais eleitorais controlados pela direita e o esmagamento da esquerda no aprofundamento do golpe se faz por esse controle, o que diferencia um pouco nas eleições presidenciais onde a burguesia pode, de certa medida, perder o controle. O Partido dos Trabalhadores ganhou quatro eleições nacionais, mas nunca chegaram nem perto de ter as maiorias nas prefeituras, nem no congresso e nem no senado.

Nesse cenário de golpe e avanço da direita, as eleições de 2022 não vão reverter o quadro, não tem como. O problema é como os golpistas estão manobrando as eleições, transformando as eleições brasileiras, que sempre foram profundamente antidemocráticas, em um jogo de cartaz marcadas. É uma eleição relâmpago, sem tempo, enquanto os direitistas aparecem nos grandes meios de comunicação, tempo de televisão reduzido entre outras coisas. As eleições são uma arapuca para a esquerda.

A unidade não pode ser abstrata e sim ser avaliada do ponto de vista do desenvolvimento da situação política e para onde estão caminhando as forças políticas. A esquerda deve lançar seus candidatos e apresentar seus programas para os trabalhadores, mas a mudança na relação de forças virá de uma unidade em torno da luta e de candidatos populares e com história entre os trabalhadores. Nesse caso, a proposta do PCO, é a unidade da esquerda luta pela candidatura de Lula, da luta  pela volta de seus direitos políticos e de sua eleição.

Essa luta vai evidencia uma bandeira de unidade que pode mudar a correlação de forças, visto que a direita não quer Lula de nenhuma maneira e vai evidenciar o caráter golpista das eleições e mudar o quadro político para ser favorável a esquerda.

Para ver ou rever ou o debate, acesse aqui.

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