A burguesia prepara e já encaminha a passos largos a redução salarial para o funcionalismo de todo país em todos os seus âmbitos.
O corte de salários dos servidores públicos municipais, estaduais e federais, vem sendo discutido dentro do chamado “pacote” de auxílio aos Estados. O ataque se desenha a partir dos pedidos formalizados por secretários estaduais de Fazenda ao governo federal está a redução de despesas obrigatórias, sendo a principal a folha de pagamento. No entanto, o pedido ẽ apenas a justificativa para que o governo fascista a nível nacional, implemente seu programa político.
Seguindo sua política fascista de fazer os trabalhadores pagarem pela crise capitalista o governo de Jair Bolsonaro já havia dado carta branca para que os patrões cortassem os salários dos trabalhadores das empresas privadas, ou ainda, suspendam contratos temporários ou reduzam a jornada e o salário dos empregados da iniciativa privada, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu “a contribuição de todos os Poderes”, incluindo o funcionalismo público. Essa é a versão da suspensão do contrato de trabalho dos trabalhadores da iniciativa privada para os servidores.
Frente ao brutal ataque, Sindicatos e entidades de classe intensificaram o “corpo-a-corpo” com parlamentares – virtual e por telefone, “respeitando o isolamento social”, argumentando que o corte de salários não foi adotado em nenhum país do mundo e que tem pouco impacto financeiro, citam também a criação de um imposto sobre grandes fortunas como alternativa mais viável para aumentar a arrecadação federal.
A posição destes dirigentes sindicais de “isolamento social e político” é de grande irresponsabilidade política de classe frente aos trabalhadores, uma verdadeira capitulação e entrega dos direitos dos trabalhadores. Esta posição é resultado da capitulação já adotada em todo país pela grande maioria dos sindicatos, que simplesmente baixaram as portas das sedes sindicais por conta da epidemia de coronavírus, deixando os trabalhadores do país totalmente a mercê dos interesses capitalistas.
Neste momento, a grande maioria dos servidores públicos continuam a trabalhar pelo país afora, não somente na saúde, mas em muitas outras áreas(saneamento básico, pavimentação, entre outras) pois o governo de Jair Bolsonaro não está preocupado em combater o COVID 19 e isolar e colocar testes para toda a população, mas em aumentar os cofres dos capitalistas, afinal o golpe de Estado não pode perder esta oportunidade.
Anunciando a política da esquerda em se aliar àqueles que os derrubaram do poder, no caso o PT, o presidente da Frente Parlamentar de Defesa do Serviço Público, deputado Israel Batista (PV-DF), disse que parlamentares de partidos de esquerda e do centro estão se mobilizando para barrá-la. “Nossa posição é contrária ao corte, porque acreditamos que não vai ser acompanhado de uma política eficiente de redistribuição e vai apenas enxugar recursos do mercado. É uma política perigosa, que pode provocar queda ainda mais aprofundada do consumo e gerar demissões no setor privado”, finalizou.
As discussões no Congresso e no Senado nos últimos dias, estão em acelerada velocidade, propostas de redução do salário dos servidores públicos foram defendidas por parlamentares e economistas. Já há no Congresso Nacional um a nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução de salário do funcionalismo, além de outros projetos que estão para sair da gaveta. Nas discussões golpistas se coloca que a redução de 30% no salário do funcionalismo federal, estadual e municipal bancaria um programa de renda mínima de R$ 200 mensais para 55 milhões de pessoas.
Os Sindicatos tem de reagir, mas não vai ser com as portas fechadas, como está ocorrendo na maior parte do país e muito menos com pressão sobre o congresso golpista que essa medida será barrada. É obrigação dos sindicatos abrir as portas dos sindicatos e organizar os trabalhadores para luta.
É necessário que os sindicatos saiam imediatamente de seu isolamento social e político e conclamem os trabalhadores e os servidores a se mobilizarem imediatamente pela organização de uma ampla greve geral no país para derrubar o governo golpista de Jair Bolsonaro. Deixando claro que os sindicatos e sindicalistas em isolamento e a mais vergonhosa capitulação política que representantes dos trabalhadores podem ter.
Sindicatos devem ser SERVIÇO ESSENCIAL, não podem fechar, não podem parar a defesa dos interesses dos trabalhadores. Neste momento organizar a luta é defender a vida e os meios materiais(salários e direitos) de sustentação dos trabalhadores. E a luta tem que ser por Fora Bolsonaro e todos os golpistas e nenhuma redução salarial e retirada de direitos.




