A saída de Abraham Weintraub do Ministério da Educação pode se concretizar a qualquer momento, essa possibilidade de movimentação mobilizou a ala Olavista do governo para que o substituto seja alinhando com a política de Educação a Distância (EaD), o chamado “homeschooling”. O esforço seria para manter a pasta alinhada com a política do Gabinete do Ódio, mesmo que seja um nome designado temporariamente, enquanto não há uma definição para o Ministério da Educação.
Nesta quarta-feira, dia 17 de junho, houve uma prova inegável do desgaste de Weintraub no ministério, onde por 9 a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter o ministro como investigado no inquérito sobre fake news. O ministro da educação que em reunião no dia 22 de abril, admitiu publicamente odiar o termo “povos indígenas” e que os ministros do STF fossem presos, tem demonstrado ser um fato de tensão entre o Executivo e Judiciário, estando sua saída como uma manobra para diminuição desse atrito.
Os rumores da dispensa de Weintraub tomaram força neste dia 17 pela ausência do ministro da educação no Palácio do Planalto durante as cerimônias de posse de Fábio Faria, novo ministro das Comunicações e de lançamento do Plano Safra 2020/2021. Nas cerimônias estavam presentes todo o alto escalão do governo Bolsonaro, com exceção de Weintraub, que segundo aliados ausentou-se para aparentemente evitar constrangimentos.
Pelo apreço que o ministério da educação teriar da ala olavista do governo Weintraub após exoneração não seria descartado como outros e pela sua formação como economista seria nomeado para algum banco multilateração, como o banco Mundial com sede em Washington ou para algum cargo diplomático cuja nomeação não necessitasse de o ministro Weintraub ser sabatinado pelo Senado.
As ações do governo levam a crer que sua estratégia seria manter um ministro temporário até consegui um candidato que não impusesse tanto ônus ao Palácio do Planalto. Algo semelhante ao realizado na pasta da saúde, onde o general Eduardo Pazuello se mantém como Ministro da Saúde interino, após as desgastantes nomeações anteriores.
No meio de tantas pressões um nome que toma vulto é de Carlos Nadalim, como seguido do escritor Olavo de Carvalho e defensor do homeschooling, seu nome traria menos desgaste do governo com sua base. Nadalim chegou a ser cotado anteriormente para o ministério da educação mas acabou sendo nomeado como secretário nacional de Alfabetização, sua designação manteria a atual orientação política com viés fascista.





