O capitalismo está mergulhado em uma crise incerta e sem precedentes, podendo ser maior que a crise de 1929, mas os capitalistas apostam na propaganda de que tudo está bem e tende a melhorar, sem ao menos saber o que esperar daqui pra frente na Economia nacional e mundial. As economias mundiais estão começando a retomarem as atividades nos países em que a pandemia do coronavírus chegou primeiro, após meses paradas, mas a situação brasileira ainda é incerta. Os casos confirmados e mortes crescem a cada dia e o desespero capitalista de retomar seus lucros falou mais alto e as atividades estão sendo retomadas em meio ao aumento da curva de contágio, onde nem mesmo passamos pelo pico da doença, e não temos certeza se ainda será preciso a paralisação econômica outra vez.
Apoiados por um presidente genocida, que incentiva esse tipo de retomada e trata a pandemia como algo sem importância, os capitalistas se dizem “otimistas” com o retorno dos trabalhadores aos postos de trabalho e até elencam os “sinais” de que vamos ter uma retomada econômica melhor que o esperado. Os capitalistas apostam que o consumo deve aquecer a indústria, as datas comemorativas como o dia das mães devem aquecer o comércio, o setor imobiliário e a agropecuária também devem ajudar a alavancar uma reação econômica, mas o que vemos é o contrário. Fala-se em aumento do consumo para aquecer indústria e comércio, mas o que vemos é a cada dia mais trabalhadores perdendo postos de trabalho, ou tendo salários cortados pela metade; os que trabalham de forma informal perdendo renda e o número de trabalhadores que necessitaram da esmola do governo da renda emergencial de R$600 é muito maior do que se esperava, e nem todos que precisam estão conseguindo sacar o dinheiro ou ao menos ter acesso ao benefício.
Como esperar que os trabalhadores consumam mais se a cada dia que passa a sua renda fica menor e não há políticas efetivas para que isso mude? Os trabalhadores são os maiores prejudicados perante a crise e não há propaganda otimista vinda dos capitalistas que consiga esconder o cenário de pobreza e desigualdade que está se acentuando. A agropecuária brasileira que sempre foi grande exportadora está tendo que lidar com a baixa na demanda, afinal as economias que se encontravam paradas consumiram muito menos que o esperado, além de problemas climáticos como as secas que atingem o sul do Brasil. O setor imobiliário que já passava por quedas consequentemente irá sofrer ainda mais com a falta de renda para investimentos e até mesmo a dificuldade dos trabalhadores em pagar seus aluguéis.
Os problemas da crise não atingem somente os trabalhadores, o mercado financeiro e as grandes empresas capitalistas também sofreram perdas, mas a diferença está em como seus problemas são superados, afinal os capitalistas recorrem ao Estado burguês que coloca em suas mãos quantias trilhonárias de dinheiro e age de forma prejudicial aos trabalhadores para salvar o capital, enquanto os trabalhadores recebem migalhas numa tentativa de evitar o caos social. Por mais que os capitalistas tentem colocar um ar de superação e até mesmo normalidade, afinal é “só mais uma crise”, os trabalhadores já sabem que estamos em um cenário que não víamos há anos.
Além dos problemas econômicos como a redução de renda, desemprego, pobreza e desigualdade, o proletariado ainda vive momentos incertos quanto a pandemia pois não há uma exatidão no número de contaminados e mortos pela doença, além de sistemas de saúde entrando em colapso em diversos estados, e isso tende a aumentar pois a retomada das atividades coloca mais trabalhadores em risco e em contato com o vírus. Além disso, os brasileiros ainda precisam lidar com um governo genocida que trabalha a favor dos interesses burgueses e não dá condições dignas para que os trabalhadores atravessem a crise econômica e de saúde da melhor forma possível. Mesmo com a propaganda burguesa de que estamos todos no mesmo barco e que vamos atravessar isso juntos como num conto de fadas os trabalhadores sabem que quem realmente paga pela crise são eles próprios, seja perdendo direitos e renda, ou até mesmo suas próprias vidas em nome do capitalismo e do lucro burguês.
É por essas circunstâncias que os trabalhadores precisam se organizar e lutar para a derrubada do governo fascista que os coloca em risco em nome do capital, a burguesia já demonstrara em diversas ocasiões que os trabalhadores deverão pagar pela crise e vão continuar garantindo os lucros dos capitalistas, enquanto a classe trabalhadora mergulha num caos social sem precedentes.



