A situação dos metroviários em São Paulo é alarmante. Os trabalhadores desta categoria não tiveram o direito à quarentena e estão entre os que mais correm risco de se infectar com o coronavírus. Segundo números obtidos do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, a situação é muito grave e pouco ou nada vem sendo feito para proteger esses funcionários do perigo da infecção.
Até 9 de maio, havia 62 casos confirmados de covid-19 entre os metroviários, sem contar os terceirizados. Os funcionários suspeitos de ter a doença ou com sintomas são 36. Além disso, 44 foram afastados por terem tido contato com alguém contaminado. O sindicato diz que há 0 óbitos de funcionários na ativa. Porém, esse número não está correto. Uma funcionária da limpeza terceirizada faleceu recentemente de covid-19. O outro falecimento é de um metroviário aposentado. O total de afastados por suspeita ou confirmação de covid-19 é de 142. Entre os terceirizados os números são menos precisos, podendo haver subnotificações. São 7 casos confirmados e 9 suspeitos.
Diante desse cenário de alto índice de contágio entre os trabalhadores, a administração do Metrô e o governo do Estado não apresentam nenhuma ação. Os turnos dos funcionários permanecem os mesmos, não estão sendo feitos testes com a população, há fornecimento escasso de Equipamentos de Proteção Individual – a mesma máscara é usada durante dias.
O sindicato dos metroviários, em meio a essa crise, se encontra fechado. A sua direção é formada por diversos partidos, tendo membros do PSB, PDT, PT, PCdoB, PSOL e até PSTU. É preciso que os trabalhadores exijam de seu sindicato alguma ação. A mais efetiva seria uma greve, com estas reivindicações fundamentais para sobrevivência dos trabalhadores do Metrô.
Se o sindicato não se dispuser a encampar essa luta pela vida de seus filiados, a base deve se organizar por fora do sindicato e lutar por seus direitos. Entre eles, o direito à greve, a um atendimento de saúde de qualidade e o direito a manter as suas vidas.





