De acordo com um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, o IPAM, divulgado nesta última segunda-feira, 22, houve um aumento da devastação na floresta Amazônica, por conta da grilagem, em 51% no primeiro trimestre deste ano, tendo como comparação o mesmo período do ano passado. Deste percentual, 33% ocorreram em terras públicas, que são terras devolutas à União e aos estados por terem sido alvo de grilagem.
A devastação destas áreas pode levar às queimadas, tal qual ocorreram no último ano. De acordo com a nota, a primeira quinzena de agosto de 2019 levou um aumento expressivo, de 60%, de focos de calor em relação à média do mesmo período dos três anos anteriores.
É preciso relacionar esse ataque ao patrimônio ambiental do país à política levada adiante pelos governos golpistas de incentivo ao latifúndio, à grilagem, ao ataque às comunidades originárias e a própria devastação do meio-ambiente.
Os dados apresentados através do Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter), ferramenta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram que o desmatamento nesses últimos oito meses (agosto de 2019 a março de 2020) atingiu uma área de 5.076 quilômetros quadrados da Amazônia. O dobro do que foi verificado no mesmo intervalo anterior, de agosto de 2018 a março de 2019 que registrou 2.649 km² de floresta desmatadas. Um valor que já mostrava um aumento com relação ao mesmo período anterior de agosto de 2017 a março de 2018, de 2.433 km².
Além disso, duas medidas tomadas pelo governo golpista de Bolsonaro, apoiadas pelo Congresso Federal, fortalecem a política de devastação da Amazônia. A primeira delas é o Projeto de Lei (PL) 191/2020, que regulamenta a exploração de terras indígenas, e a segunda é a Medida Provisória (MP) 910/2019.
Esta última permite anistia para áreas já griladas, permite reincidência de invasão de terras públicas, permite titular terras sob conflito ou consideradas prioritárias, cria benefício para grandes áreas e tem medidas de incentivo a ocupação de terras públicas pois não exige documentos de regularização para a venda de terras.
Os governos golpistas adotam, portanto, uma política de apoio irrestrito ao agronegócio e aos grandes proprietários de terras. A única saída é mobilização pela derrota de todo o regime golpista. Fora Bolsonaro e todos os golpistas!





