A pandemia de coronavírus coloca-se como um divisor de águas no entendimento equivocado a respeito de quem seriam os reais donos do futebol, os torcedores. O cancelamento de partidas e consequentemente o andamento das ligas carrega uma série de transtornos financeiros aos clubes, afinal sem jogos não há renda de público pagante e de direitos de transmissão e assim o clubes terminam por ficar sem receita.
Na verdade, antes mesmo de a CBF e as federações estaduais anunciarem a suspensão dos torneios, já era visível nas últimas partidas que o público compareceu em menor número justamente por temerem contrair o COVID-19. No entanto, aos clubes grandes sempre há um fio de esperança diante da crise, evidentemente eles sofrerão, muito provavelmente os atrasos salariais tendem a se intensificar em razão do não recebimento de rendas, mas sabe-se que assim que a pandemia for estabilizada as torcidas voltarão aos estádios. No entanto entre os pequenos clubes, o problema é evidentemente mais espinhoso.
Felizmente o Comercial de Ribeirão Preto, através de sua torcida, mostra-se um exemplo do que realmente um clube em crise deve fazer. Estabeleceu-se uma campanha de contribuição mínima de 10 reais(preço comum dos ingressos) para cada torcedor contribuir no site https://www.kickante.com.br/campanhas/comercial-x-primavera.
Enquanto os capitalista se autointitulam a salvação dos clubes supostamente em crise, especialmente através da campanha de clube empresa, o que se observa é que ao fim e ao cabo quem realmente é capaz de erguer o clube em momentos de crise profunda são os torcedores. Nesse sentido a luta de classes que se manifesta também no futebol, mostra quem realmente gera riquezas aos clubes, ou seja o proletariado, sejam os torcedores, funcionários e jogadores.




