Petrobras: demissão por greve

Fora Bolsonaro! governo demite grevistas da Petrobrás em meio à crise

O caráter das demissões é eminentemente política e, a direção da empresa não escondem esse fato. Assim, o companheiro da P-67 também teria recebido um aviso de justa causa.

Temos aí um governo inimigo dos trabalhadores. Trata-se de um inimigo que ainda hoje emitiu uma MP que permite a suspensão a suspensão de trabalho e salários por 4 meses em plena crise da pandemia de coronavírus. Sob a reação da população Bolsonaro foi ao twiter e disse que vai revogar trecho de MP que permitia suspender salário. Nota-se que quando anuncia que vai retirar trecho da MP 927 que permitia suspender contrato e salário por 4 meses, não revela que toda a MP em questão é um ataque brutal aos trabalhadores.

É nessa mesma esteira que a Petrobras resolveu demitir sete funcionários, que participaram da greve contra a empresa, pouco se importando se há uma à crise do coronavírus no país. De acordo com a Federação Nacional dos Petroleiros, a demissão foi motivada pela participação dos trabalhadores no movimento grevista o que é um direito garantido na Constituição.

As demissões acontecem num crescendo, primeiro anunciaram que dois colegas grevistas da SCR da P-55 foram demitidos e logo a seguir, mais quatro teriam sido suspensos, na mesma unidade que fez a greve.

O caráter das demissões é eminentemente política e, a direção da empresa não escondem esse fato. Assim, o companheiro da P-67 também teria recebido um aviso de justa causa. Uma despedida sem direito algum, uma punição injusta e, não inscrita em Lei.

Isso é uma clara perseguição e punição a quem fez greve. Essa punição odiosa é passível inclusive de anistia política eis que não recebe ampara em nenhuma legislação e a motivação política da demissão é clara.

O caso viola inclusive acordo firmado entre o RH Corporativo, o Comitê de Crise e o TST.

Verdade também que os companheiros ameaçados contam com a unidade e mobilização da categoria para derrubar mais esse ataque. Disseram em resposta ao ultraje ao direito de greve e organização: “NÃO ACEITAREMOS essa afronta ao nosso direito de manifestação e de greve. Prestamos nosso total apoio a essa luta e nos colocamos à disposição para enfrentarmos juntos esse grave ataque aos trabalhadores”. Eis a resposta da FNP e sindicatos filiados/ Federação Nacional dos Petroleiros.

É preciso ter em conta que essa luta nos diz respeito, a todos nós, Se vencermos será uma punhalada do projeto privatista de Bolsonaro e Guedes.

Nesse sentido, toda a classe trabalhadora estará mais forte, toda a ofensiva de entrega de recursos nacionais ao imperialismo, tão defendida pela Lava Jato, por Bolsonaro, sofreria um forte baque.

É preciso barrar as demissões e construir uma grande greve e derrubar o governo de golpistas que ocupam o Palácio do Planalto.

Nesses tempos de coronavírus é preciso enfrentarmos a destruição de nossos sindicatos e a entrega do pré-sal, a venda das refinarias e terminais e oleodutos, sendo certo que uma vitória nesse campo permitiria colocarmos em xeque uma política que está a serviço de aumentar os lucros das empresas compradoras, às custas da população brasileira.

 

 

 

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