Greve Geral da Educação!

Entidades sindicais protestam contra volta às aulas no RS

Os carros que passavam apoiavam massivamente os manifestantes, pois diversas pesquisas apontam que a volta as aulas será uma carnificina, pois aumentará as aglomerações

Nessa quarta-feira 19 de agosto as entidades realizaram um ato simbólico em frente ao Palácio Piratini, estavam presentes a CUT-RS, o CPERS Sindicato, o Sinpro-RS, a FeteeSul e Associação de Mães e Pais pela Democracia. Os sindicatos protestaram contra o calendário escalonado do governador Eduardo Leite (PSDB) de volta às aulas da rede pública e privada de ensino a partir do próximo dia 31.

Os ativistas estavam munidos de faixas e cartazes, estavam com cruzes para simbolizar as mais de 2.800 mortes já causadas pela Covid-19 no Estado. Os manifestantes estavam com os equipamentos de proteção como máscaras, álcool em gel e respeitando o distanciamento de 1,5m.

Os carros que passavam apoiavam massivamente os manifestantes, pois diversas pesquisas apontam que a volta às aulas será uma carnificina, posto que aumentará as aglomerações, e consequentemente, o contágio e a morte pelo coronavírus.

É preciso rechaçar de forma veemente,  com greves e atos massivos contra a reabertura forçada das escolas, pois a pandemia ainda está sem controle, mais de mil pessoas  continuam morrendo por dia no Brasil e o número de infectados já ultrapassa os 3 milhões, com dezenas de milhares de novos contágios todos os dias.

Para o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci: “o governo do Estado não tem política pública para testagem da população, nem para os trabalhadores da Saúde, e irresponsavelmente propõe o retorno às aulas presenciais”. “É um crime, um atentado contra a vida. Qualquer volta à normalidade precisa ser seguida por um protocolo de segurança para professores, alunos e pais e de absoluto controle e prevenção. Se não temos nada parecido com isso nem nos postos de saúde, imagine nas escolas públicas gaúchas”.

A oposição à volta as aulas começa com os próprios prefeitos, mais  93,75% rejeitam o calendário de retorno às aulas presenciais, pauta do governo golpista de Eduardo Leite (PSDB). Porém estes nada farão para impedir uma eventual volta às aulas caso o regime político, fundamentado nos interesses da burguesia aos quais tanto os prefeitos quanto o governador estão submetidos.

Com isso claro, é preciso que todos os interessados se unam para barrar a volta às aulas, dado o caráter ameaçador da medida, que certamente trará um aumento exponencial no número de casos de COVID-19 entre os jovens e suas famílias. Volta as aulas somente com vacina e controle da pandemia! A CNTE tem que organizar plenárias e assembleias para deflagrar uma greve nacional contra a reabertura das escolas.

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