A partir do último domingo, dia 26, os preços das passagens de ônibus que cobrem a Grande São Paulo, e que são administrados pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), sofreram reajustes que variam de 4,85% a 6,47%. Quem anunciou as medidas foi a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos, atualmente sob o comando do governador direitista João Dória. As tarifas mais afetadas são aquelas correspondentes às linhas do Corredor ABD, que passaram de R$ 4,80 para R$ 5,10.
Os percentuais estão acima da inflação acumulada em 2019, que foi de 4,31%, conforme estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o que mostra que os valores superam a maioria dos aumentos salariais concedidos aos trabalhadores.
Nas proximidades de Taboão da Serra, por exemplo, o aumento foi de 5,25%; em relação a Osasco, 5,64%. Na região de Guarulhos, 4,85; mais ao leste da Grande São Paulo, 6,07%; já na direção do ABC, 5,64%.
Além destes reajustes no transporte metropolitano, a passagem do VLT – Veículo Leve sobre Trilhos, que vai de Santos, 72 km de SP, a São Vicente, 65 km de SP, teve um acréscimo de 3,33%, e passou a valer R$ 4,55, contra os R$ 4,40 de antes.
Em Campinas, 93 km de SP, o aumento foi de 6,89%; no Vale do Paraíba, onde se localiza São José dos Campos, 91 km de SP, houve o reajuste de 6,56%. Na região de Sorocaba, 99 km de SP, as tarifas dos ônibus intermunicipais sofreram um aumento de de 6,56%, tudo segundo a própria EMTU.
O governo do PSDB explica que a elevação dos preços se deu em função do aumento dos combustíveis e do custo de mão de obra.
No entanto, sabe-se da dificuldade em consultar e compreender a exata composição das tarifas por meio de uma planilha de custos oficial, no intuito de confirmar as explicações e esclarecer a verdadeira destinação dos recursos. Apesar de bastante populoso e industrializado, o Estado de São Paulo é bastante deficitário na quantidade e na qualidade do transporte público coletivo oferecido, e continua longe de realizar os investimentos que atendem ao real interesse da população.
Há décadas, a política direitista do PSDB neste estado está a serviço dos médios e grandes capitalistas, que se organizam formando grupos econômicos poderosos para ganhar as principais licitações de serviços públicos, enfrentando a menor concorrência possível, sempre com vistas a explorar ao máximo a vasta classe trabalhadora e os pequenos comerciantes do território paulista. É preciso estatizar todo o sistema, sob o controle dos trabalhadores, o que se dará na luta contra a direita golpista, pelo fora Bolsonaro.




