A cidade chinesa de Wuhan, ponto inicial da pandemia do covid-19, reabrirá suas escolas e creches no próximo dia 3 de setembro, segundo anúncio das autoridades locais. Nessa data, mais de 2.800 instituições de ensino reabrirão as portas para um público de cerca de 1,4 milhão de estudantes. Já no último dia 24, a Universidade de Wuhan voltou a funcionar.
Apesar de não registrar novas contaminações pelo coronavírus desde o dia 18 de maio, a retomada das atividades presenciais em creches, escolas e universidades na cidade é feita de forma gradual, adotando um conjunto de medidas preventivas.
Da parte dos estudantes, estes foram orientados a portar máscara durante o trajeto casa – escola, evitar o transporte público quando possível. Por parte das instituições educacionais, estas devem armazenar em seus estoques equipamentos de proteção contra o vírus, treinar a comunidade escolar para um provável novo surto da doença, restringir aglomerações desnecessárias e enviar relatórios diários para as autoridades sanitárias. estudantes estrangeiros e professores que não foram notificados pelas escolas não poderão voltar às aulas. Na ocasião de novo aumento no risco de contaminação, as autoridades locais já organizaram aulas online.
Em contraste com todas estas medidas adotadas pelo governo chinês, o governo brasileiro e os governadores querem a reabertura imediata das escolas, sem ter havido nenhuma medida de prevenção efetiva por parte destes contra a pandemia. De um lado, Bolsonaro sempre desprezou a epidemia, tratando-a como uma “gripezinha”, se posicionando, por exemplo, contra o isolamento social e o uso de máscaras; e do outro, os governadores, que, por sua vez, fizeram um jogo de cena com a população adotando a campanha do “Fique em Casa”, porém sem realizar testes de detecção do vírus nas pessoas e sem distribuir máscaras e materiais de higiene. Vale lembrar que a chamada direita civilizada e científica, representada sobretudo por prefeitos e governadores, é responsável pelas péssimas condições de vida dos trabalhadores, que acabaram sendo favoráveis para a disseminação do coronavírus na população.
Exemplos dessas condições são o transporte público lotado e mal higienizado, as habitações precárias onde residem muitos trabalhadores, com ambientes insalubres e sem acesso à saneamento básico. No que diz respeitos à educação, são comuns os casos de escolas que não possuem condições mínimas de infraestrutura para que os alunos possam estudar confortavelmente, com salas de aula lotadas e mal ventiladas. Faltam até mesmo produtos básicos de higiene pessoal como água e sabão, esta última sendo uma realidade que afeta cerca de 16 milhões de estudantes no Brasil, de acordo com estudo elaborado pela OMS e pela Unicef. Este conjunto de políticas vêm sendo conduzida pela direita “boazinha” muito antes do presidente genocida Bolsonaro. O bom mocismo dessa direita se sustentou nos primeiros meses da pandemia, havendo momentos de tensão com o Planalto, mas não tardou a seguir a linha do presidente da República de reabrir o comércio, o que mostra que ambos são fiéis serviçais dos capitalistas.





