Não é de se estranhar a atitude dos patrões dos transportes, como os da empresa do Grupo São João, que deixou, sem qualquer aviso, os trabalhadores na mão.
Conforme informações da imprensa da venal Organizações Globo, através do portal G1, em matéria de 19 de abril de 2020, os ônibus que circulam nas cidades de Votorantim, São Miguel Arcanjo e Salto de Pirapora, município do estado de São Paulo, além das linhas metropolitanas, pararam de circular no sábado (18), deixando toda a população sem ônibus. Porem, os exploradores da população só comunicaram o golpe nos trabalhadores e passageiros no domingo (19). De acordo com a imprensa, o terminal já estava fechado no dia anterior.
As linhas metropolitanas que ligam Votorantim/Sorocaba, Porto Feliz/Sorocaba, Boituva/Sorocaba, Piedade/Sorocaba, São Miguel Arcanjo/Sorocaba, Araçoiaba da Serra/Sorocaba, Salto de Pirapora/Sorocaba, Piedade/Tapiraí e Pilar do Sul/Piedade também serão prejudicadas.
A categoria dos rodoviários é composta por 15 mil trabalhadores e, além dessas cidades, também representa os trabalhadores de 42 municípios do interior do estado de São Paulo: Alambari, Alumínio, Angatuba, Apiaí, Araçariguama, Araçoiaba da Serra, Barão de Antonina, Barra do Chapéu, Bom Sucesso de Itararé, Buri, Campina do Monte Alegre, Capão Bonito, Capela do Alto, Coronel Macedo, Guapiara, Guareí, Iporanga, Itaberá, Itaoca, Itapetininga, Itapeva, Itapirapuã Paulista, Itaporanga, Itararé, Mairinque, Nova Campina, Piedade, Pilar do Sul, Quadra, Ribeira, Ribeirão Branco, Ribeirão Grande, Riversul, São Roque, Sarapui, Sorocaba, Taguaí, Taquarivaí, Tatuí.
Os patrões do Grupo São João, exploradores da população, estão tentando enfiar goela abaixo às medidas do fascista Bolsonaro de rebaixamento dos salários dos cerca de 970 trabalhadores, além de suspensão de contrato e outros ataques profundos à categoria. Diante da posição combativa da categoria e de seus representantes que decidiram não ceder a mais esse ataque, os patrões “decidiram fechar as portas”, na realidade não é mais que um locaute, como forma de pressionar os representantes do Sindicato a ceder às medidas provisórias impostas.
Veja a nota dos patrões enviada à imprensa, “a empresa de ônibus explica que a medida foi tomada devido à intransigência do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região, em não aceitar o acordo proposto pelo governo por meio da Medida Provisória 936/20, alegando perda aos trabalhadores”.
Apesar de vir explorando os trabalhadores há anos, os sanguessugas dos rodoviários, para preservar seus lucros, querem reduzir os baixos salários dos trabalhadores, em um serviço público que não deveria ser de cobrado, resolveu atacar a posição combativa do sindicato em não aceitar o rebaixamento, classificando-a de “absurdo” e “radical”, se utilizando da muleta da crise do coronavírus, apesar de sempre terem feito dos funcionários verdadeiros escravos.
São esses operários os afetados pela atitude dos donos, escravagistas que querem deixar seus funcionários morrerem de fome: motoristas, cobradores, agentes de bordo, equipe de manutenção, limpeza e administrativo pessoal.
Sindicato deve exigir que seja colocada toda frota para rodar, tomar a concessão e fazer voltar todos os trabalhadores, do contrário, que os trabalhadores junto com o sindicato encampe a empresa e faça com que os ônibus voltem a circular.
É necessário se mobilizar contra a MP 936/2020, que vai levar os operários ao maior rebaixamento salarial, levando classe trabalhadora à miséria e a fome jamais vista no país, bem como todos os ataques aos trabalhadores. É preciso, portanto, derrubar o governo Bolsonaro.
Nenhuma demissão dos trabalhadores!
Colocar a empresa nas mãos dos trabalhadores!





