Populismo e tirania

Doria manda PM bater e prender em quem fizer aglomeração

O fascismo de Doria, e a enganação da população com o aumento da repressão sob o pretexto sanitário, é o preço que a esquerda paga por não ter um política diante da crise atual

O governador fascista João Doria (PSDB), o mais novo queridinho da esquerda ao se confrontar a Bolsonaro por ter se decidido pelo apoio ao isolamento e a quarentena, foi apreciado por muitos eleitores com perfil de esquerda, segundo pesquisa realizada com mais de 650 mil tuítes.

E é com esse intuito de fazer essa campanha populista e se aproveitar das macaquices de Bolsonaro, que o fascista, nesta segunda-feira (6), disse que as pessoas que desrespeitarem a quarentena e fizerem aglomerações nas ruas do estado serão advertidas e orientadas, mas que se insistirem poderão ser presas pela Polícia Militar. 

Mas não só isso, ele também quer se aproveitar da situação para impor mais rigor à repressão sobre a população pobre e a classe trabalhadora, como é característico em todo tirano, controlador e ditador violento, quando se impõe pelo medo.

De acordo com o governador, a Polícia Militar de São Paulo está autorizada a agir para evitar aglomerações nas ruas, primeiro com advertência e orientação, e depois com medidas coercitivas com penas previstas em lei, inclusive prisão.

A declaração foi dada na tarde desta segunda-feira (6), durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes. Doria estendeu a quarentena em todo o estado até o dia 22 de abril.

“A Polícia Militar de São Paulo está autorizada para agir para evitar aglomerações, primeiro com advertência e orientação, inclusive com automóveis que possuem gravações que já foram feitas para orientar a dispersão das pessoas e que elas retornem a suas casas e fiquem em casa. A primeira medida será orientativa”, afirmou Doria salientando que se trata de uma determinação do governo do estado de São Paulo.

Doria disse que o secretário de Segurança Pública de São Paulo, General Campos, já recebeu a autorização para a Polícia Militar e que tem “convicção” de que as pessoas seguirão a orientação.

“Eu tenho convicção de que as pessoas seguirão a orientação. Até porque se não o fizerem, a segunda etapa será a de medidas coercitivas, podendo penalizar essas pessoas com as penas previstas em lei, que vão inclusive à prisão. Eu tenho certeza de que isso não será necessário, de que as pessoas compreenderão a necessidade de ficar em suas casas e atenderem a recomendação. E as que por distração, circunstâncias eventualmente na rua receberão nessa fase inicial a orientação da Polícia Militar para que se dispersem e retornem às suas casas.”

A extrema-direita se orienta por uma política, cuja linha de atuação considera a violência e constante repressão da população como uma alternativa para lidar com o caos causado pelo Covid-19. Mas, fazendo assim, ela demonstra que está cada vez mais longe de tomar as necessárias medidas para lidar com a pandemia, e que que, ao invés do que vem fazendo, deveria aumentar o número de testes, e prover os hospitais e os operadores da saúde, de EPIs e insumos, bem como aparelhá-los de todas as formas para conter a epidemia, infectados e, as mortes.de produzir testes, aumentar o aparato da saúde pública e gastar dinheiro dos banqueiros com o povo. 

A Secretaria de Saúde de São Paulo informou nesta segunda-feira (6) que o estado chegou a 304 mortes por coronavírus. São 29 mortes a mais que o registrado no boletim divulgado neste domingo (5), o que representa aumento de 10% em 24 horas.

Os casos confirmados da doença no estado chegaram a 4.866 pessoas infectadas, 246 a mais que o registrado no domingo, quando os infectados eram 4.620. O aumento é de 5%.

Do total de mortes, 174 são homens e 130 mulheres. Os óbitos continuam se concentrando em pessoas com 60 anos ou mais, somando 262 pessoas.

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