Endividamento dos brasileiros já era alto antes da crise do coronavírus, disparou em 54% no mês de março. 91 milhões de brasileiros, ficaram inadimplentes. Como apenas 10% dos brasileiros têm alguma poupança, informa a associação das empresas do mercado financeiro, não restou aos demais consumidores do país, ao entrar em quarentena, do que, ao menos uma das contas vencidas em março, deixar de pagar.
Paulistas entraram em quarentena dia 24 de Março
A inadimplência só não foi maior, pelo motivo de que a quarentena dos paulistas, somente iniciou-se em 24 de março.
A inadimplência dos mais pobres, situam-se, nas contas de menor valor, água, luz, carnês, aluguel. A inadimplência dos mais ricos, são, as contas do cartão de crédito, da mensalidade escolar.
Famílias têm em média quatro contas em atraso
Na média, brasileiros não pagaram quatro contas vencidas no mês de março. As despesas consideradas não essenciais, são também, as primeiras a não serem pagas. Carnês de lojas e crediários, 46%, a inadimplência. Empréstimo e financiamentos bancários, importou na segunda maior inadimplência, 37%.
São 37%, os inadimplentes do cartão de crédito e do cheque especial
Mais de 1/3 dos brasileiros em plena crise do coronavírus parecem, pouco se importar com dívidas que duplicam de tamanho a cada seis meses, como é o caso do cartão de crédito com juros de 322,6% ao ano, ou do cheque especial 130% ao ano. 37% dos brasileiros deixaram essas contas para lá. Prioridades dos brasileiros têm sido a de, conservar algum dinheiro para os gastos emergenciais, como alimentação e saúde, demais contas, ficam pra depois.
Especialistas se surpreendem com a magnitude da inadimplência, em um período curto de quarentena, que no caso de São Paulo, apenas começou na última semana de março, dia 24.
Socorro ao povo. Nenhum socorro aos bancos
Partido da Causa Operária apresenta conjunto de medidas para manter os ganhos dos trabalhadores pelo período que perdurar a pandemia:
– Proibição de cortes de água e luz;
– Reforço de merenda nas escolas e nos presídios;
– Proibição de demissões de trabalhadores;
– Licença remunerada de saúde para todos os doentes;
– Redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais, sem redução dos salários;
– Escala móvel de horas de trabalho.
– Estatização das empresas falidas;
– Nenhum dinheiro para os bancos;
A inadimplência vai explodir, caso não colocadas em prática as inadiáveis medidas para conter a derrocada dos ganhos dos trabalhadores e do povo em geral. Todo socorro ao povo. Nenhum socorro aos bancos.



