As empresas do ramo hoteleiro e turístico de Porto Seguro, promoveram uma demissão em massa, segundo informação do Sindicato dos Trabalhadores em Bares, Restaurantes, Hotéis, Pousadas, Condomínios Residenciais, Flat Services, Bingos, Parques Aquáticos e Similares do Extremo Sul da Bahia (SINTOTHESB).
“A demissão em Porto Seguro foi em massa, mais ou menos 80% dos trabalhadores desempregados diretos, fora os indiretos. Muitas empresas tomaram medidas rápidas, não esperaram medidas do governo e demitiram logo”, disse José Gomes, coordenador do sindicato. Conforme relatos de representantes do setor hoteleiro, as demissões na área turística passam de 85%.
A situação se revela mais grave ainda nessa cidade porque o turismo, o serviço e o comércio voltado para turistas representam a maior parte da economia local. Ou seja, dezenas de milhares de pessoas se encontram em situação desesperadora no sul da Bahia uma vez que estão sem qualquer renda e também pelo fato de que muitos empresários demitem os trabalhadores sem pagar aquilo que a própria lei determina, ou apenas uma pequena parte. À medida que o tempo passa, a situação dessas famílias tendem a ficar cada vez mais dramáticas uma vez que aquilo que é feito pelos governos federal, estadual e municipal não atendem a boa parte desses trabalhadores, quando atendem, demoram uma “eternidade” e ainda assim, nem de longem resolvem a situação dramática vivida.
O fato em si revela mais uma vez como pensa e age a burguesia brasileira. Simplesmente não se importam com os trabalhadores. Nem se quer esperaram o governo anúnciar alguma medida que poderia conter ou evitar as demissões. Já demitiram antes para não correr qualquer risco. Quando esses mesmos empresários lucraram muito às custas do suor desses trabalhadores os lucros não foram divididos. Agora que o setor está parado por motivos de força maior, não pensam duas vezes antes de “jogar para fora” os trabalhadores como se fossem “objetos descartáveis”.
E como se não bastasse, esses mesmos empresários que demitiram 85% dos empregados “passam o chapéu” pedindo ajuda para o governo. Ou seja, querem ainda que o Estado sustente o seu parasitismo enquanto os trabalhadores passam fome. É por isso que nenhuma ajuda deve ser dada a empresários como é feito pelo governo Bolsonaro entregando bilhões dos cofres públicos para serem embolsados por banqueiros e grandes empresários. O Estado deveria garantir a existência dos trabalhadores e não o sustento de parasitas.
Os trabalhadores não podem pagar pela crise. É preciso organizar esses trabalhadores para impedir essas demissões e garantir medidas para que esses trabalhadores não fiquem sem nenhuma renda, incluindo até a ocupação dos grandes hotéis e pousadas para pressionar os patrões e impedir as demissões.




