"Fora Presidente da Morte"

CUT precisa transformar o Fora Bolsonaro em uma mobilização de massas

Em nota CUT fala de fora Bolsonaro, é preciso colocar a força da maior organização dos trabalhadores do País para realizar uma campanha efetiva da derrubar Bolsonaro

Em Nota Oficial divulgada, nessa segunda (20), publicada no seu Portal na internet, sob o título “Governo da Morte atenta contra a democracia e o povo”, a  Executiva Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) – que publicamos abaixo, na íntegra – a direção da maior organização sindical do País repudia as últimas manifestações golpistas do presidente ilegítimo Bolsonaro e conclui com a defesa do “Fora, Bolsonaro”.

Ainda que evidenciando que age sob pressão da campanha da imprensa burguesa que reflete as pressões da própria burguesia golpista de tentar impor um “controle” sobre Bolsonaro e seus “excessos”, a Nota tem a importância de apresentar uma conclusão politica fundamental e necessário na etapa atual: a necessidade de colocar para fora o governo que encabeça, neste momento, uma operação de genocídio milhares de pessoas, em sua maioria pobres e trabalhadores, que vem acompanhada de uma expropriação sem igual dos trabalhadores, com a perda de milhões de empregos, rebaixamento salarial, perda de direitos etc.

Mesmo frente à esta situação que evidencia o maior massacre e retrocesso nas condições de vida, de conjunto, dos trabalhadores brasileiros, a direção executiva da CUT, concentra seu repúdio no que chama de “manifestações neofascistas”, de Bolsonaro no último domingo (19), que teria atentado “contra as conquistas democráticas e a saúde do povo brasileiro, rompendo com o isolamento social imprescindível para a contenção da pandemia do novo coronavírus (Covid-19)”.

No entanto, ao contrário do que vociferam os chefes da “oposição” burguesa e sua imprensa, as atitudes Bolsonaro,  em defesa da ditadura, nem de longe foram seu amor crime, ao longo de quase 16 meses de governo, nos quais só fez aumentar o desemprego, a fome, a miséria, a repressão contra o povo brasileiro e a destruição da economia nacional. Não bastasse tudo isso, o País já tem – oficialmente – que 3 mil mortos em uma pandemia em que Bolsonaro chamou de “gripezinha” e “fantasia” e que, junto com todos os governos direitistas, não fez absolutamente nada para evitar suas consequências fatais e, piro ainda, diante da qual (com apoio da burguesia) busca tirar proveito para aumentar a expropriação do povo e favorecer os banqueiros e grandes capitalistas, o que – com certeza – e tão ou mais grave do que a sua pregação a favor da volta da ditadura, do AI-5, do fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal” como crítica a Nota.

A Nota destaca que “o compromisso de Bolsonaro com o poder econômico e o grande empresariado está acima de tudo, até mesmo da vida da população” e que “a maior expressão do seu descompromisso com a vida do povo brasileiro, além do flagrante desrespeito às normas da OMS no combate à pandemia são as reiteradas medidas tomadas pelo governo para retirar direitos dos trabalhadores e trabalhadoras” e conclui defendendo o “Fora Bolsonaro! Fora Presidente da Morte”.

No entanto, não apresenta um só proposta de mobilização real da classe trabalhadora, a única capaz com capacidade, força e interesse, em derrubar o atual o governo e, simplesmente “cobra” que as medidas contra o governo sejam adotadas por instituições do regime golpista que vem dando cobertura e apoiando seus ataques contra os trabalhadores, como o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, exigindo desses órgãos dominados pela direita que realizem ações concretas e legais que mudem o curso da trajetória autoritária traçada pelo ocupante do Palácio do Planalto.

Os dirigentes da CUT não podem agir como os parlamentares da esquerda burguesa e pequeno burguesa que apenas discursam e depositam suas súplicas nos “altares” das instituições do regime golpista, como o Congresso e o STF, verdadeiros túmulos das reivindicações dos trabalhadores.

É preciso levar essa discussão para o conjunto dos sindicatos de todo o País, por meio d uma campanha entre os milhões de trabalhadores que continuam em atividade (para os quais o “isolamento” é um luxo), para os que estão sendo pressionados a voltar ao trabalho nos próximos dias e para o conjunto da classe.

Quem sabe faz a hora não espera acontecer! Nada de esperar pela burguesia golpista e suas instituições. A CUT precisa convocar iniciativas como uma Plenária Nacional das organizações de luta dos trabalhadores, da esquerda, para deliberar um programa próprio diante da crise, rompendo com a política de ficar à reboque dos governos estaduais e municipais inimigos do povo, destruidores da Saúde pública; destruidores das condições de vida e a favor de “socorrer”os bancos, tal como Bolsonaro.

É preciso deixar para trás a demagogia, a política de apresentar a falsas soluções para a crise, como o assistencialismo individual e/ou o apoio aos governos direitistas que não adotam nenhum medida efetiva no sentido de enfrentar a situação e defender a vida dos trabalhadores, pelo contrário, atuam no sentido de organizar a matança, defender os lucros dos capitalistas e impedir a reação popular.
A única medida efetiva que pode ser tomada para combater o coronavírus é mobilizar os trabalhadores pela derrubada imediata do governo Bolsonaro e de todos os golpistas. Não é hora de fechar os sindicatos, muito menos entregá-los para os governos de direita. É papel dos sindicatos, como representantes dos interesses dos trabalhadores, lutar pela derrubada do governo.

Proclamar “Fora Bolsonaro” é um passo, mas não basta, é preciso organizar a mobilização pela derrubada do seu governo, pela convocação de novas eleições livres e democráticas, para colocar o destino do País sob a deliberação popular, levantando as reivindicações dos explorados e a luta por um governo próprio dos trabalhadores da cidade e do campo.

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