Com a pandemia os golpistas e os patrões estão aproveitando da situação para reduzir salários e “jogar” nas costas do trabalhador toda a crise.
É sabido que as empresas de ônibus tem lucros exorbitantes durante o ano inteiro, pois os veículos são mal conservados, e as passagens são altas.
Agora com a diminuição dos transportes no DF, já querem não pagar os salários dos trabalhadores durante dois meses, apoiados na MP 927 que autoriza os patrões a cortarem os salários.
Os patrões somente garantiram as migalhas: na primeira quinzena, seria garantido apenas a manutenção do plano de saúde e, nos próximos 15 dias, o trabalhador receberia uma cesta básica. Na quinzena seguinte, os trabalhadores receberiam um adiantamento de 30% do 13º salário e, nos últimos 15 dias, seria liberado outro adiantamento de 35% do 13º.
Na Bahia, os empresários e sindicalistas chegaram a um acordo para revezamento de motoristas e cobradores. Eles passam a trabalhar 10 dias e folgar 20. Na prática significa que um motorista, por exemplo, que tem salário de R$ 2.390, vai passar a receber R$ 800 reais.
Essa situação está se repetindo em todos os estados e municípios que têm transporte público. Os Sindicatos não podem entregar os trabalhadores à própria sorte, eles e a Central Única dos Trabalhadores CUT devem mobilizar, inclusive numa perspectiva de unificar nacionalmente a categoria.
É preciso estatizar todos os meios de transporte, diminuir a jornada de trabalho para 35 horas semanais sem redução de salários. Que a burguesia pague pela crise, pois quando estão ganhando o povo continua na miséria.




