Tramita no Congresso Nacional neste momento projetos denominados PEC’s “Mais Brasil”, um conjunto de medidas de autoria do governo para tornar legal a política de ataques que o governo fraudulento do presidente Jair Bolsonaro vem desfechando contra o País, o serviço público e os servidores, e que atingirá em cheio principalmente a população pobre e explorada, que depende dos serviços prestados pelo Estado para o atendimento das suas necessidades básicas, como saúde, educação, segurança, transporte, habitação, etc.
Chama a atenção, de imediato, o nome dado às Pec’s, (Mais Brasil). Seria mais coerente que o pacote do governo, exterminador de direitos, levasse o título de “Menos Brasil”, pois em seu conteúdo o petardo bolsonarista gestado no Ministério da Economia pelos burocratas neoliberais da “Escola de Chicago” traz, em sua essência, um devastador ataque à infraestrutura do Estado brasileiro, com o desmonte da máquina pública e um ataque em regra às conquistas dos servidores públicos federais, a categoria mais afetada em seus direitos com a ofensiva reacionária do Ministro Paulo Guedes e seus “Chicago boys”.
A pretexto de não expor o público que ocupa as galerias em dia de votação, em função da propagação do coronavírus, o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) decretou o fechamento do espaço reservado aos que desejam acompanhar as discussões e votação de matérias de interesse público, como essas que tratam do desmonte do Estado e da redução da oferta de serviços à população. O que precisa ser dito com todas as letras é que o deputado carioca do DEM, um representante graúdo dos interesses da burguesia nacional exploradora, que nunca teve qualquer preocupação com a situação de miséria e penúria vivenciada pela população pobre e explorada do País, esteja agora preocupado em proteger manifestantes do perigo de infecção pelo coronavírus.
Rodrigo Maia e seus pares dentro do congresso têm atuado com muita eficiência para aprovar todas as pautas do governo golpista, particularmente aquelas que atacam os direitos da população e a soberania do País. Na verdade, o que o senhor presidente da Câmara deseja é que os projetos que atacam e aprofundam o corte aos direitos do povo trabalhador não sofram contestação, não sejam objeto da pressão contrária vinda de algum espaço reservado às manifestações populares, por menores e quase sempre ineficazes que sejam, como é o caso das galerias da Câmara e do Senado.
Portanto, embora nos coloquemos ao lado dos que desejam ocupar as galerias e exercer o direito democrático de acompanhar e criticar os ataques do governo aos seus direitos, entendemos que somente uma ação mais contundente, mais decidida, por parte do movimento de luta dos trabalhadores e de suas direções, será capaz de impor uma derrota aos golpistas-neoliberais, ao conjunto do governo fraudulento de Bolsonaro e dos generais ameaçadores, aos banqueiros e capitalistas e ao imperialismo. A bandeira popular para guioar esta luta não pode ser outra senão o “Fora Bolsonaro”; Fora todos os golpistas; por novas eleições gerais, com Lula candidato a presidente, assegurados todos os direitos da liderança petista.




