As consequências

CNI admite impacto do golpe: País é penúltimo em competitividade

Estudo da CNI demonstra os impactos severos sobre a industria nacional, após o apoio da entendida ao golpe de 2016

A CNI (Confederação Nacional da Indústria), começa a revelar os impactos do retrocesso que o país enfrenta devido ao golpe. Em um estudo realizado pela entidade, é apontado que há dez anos, o Brasil é o penúltimo em competitividade entre 18 países com economias similares, de acordo com o relatório “Competitividade Brasil 2019-2020” da CNI.

Na última edição do estudo lançada nesta quarta-feira (29), o país continua na parte de baixo da lista, apesar da melhora no ambiente de negócios no período, “com redução de burocracias e melhorias na legislação trabalhista”. Melhorias na legislação trabalhista para qual setor da sociedade? Para o trabalhador que não foi, com toda a certeza.

O relatório compara o Brasil com a África do Sul, Argentina, Austrália, Canadá, Chile, China, Colômbia, Coreia do Sul, Espanha, Índia, Indonésia, México, Peru, Polônia, Rússia, Tailândia e Turquia. O país aparece em 17º lugar, ficando à frente apenas da Argentina – vale levantar a questão, de quanto tempo a Argentina ficará atrás do Brasil, uma vez que até a moeda argentina (Peso Argentino), está mais valorizada que o Real.

O estudo também aponta para o fator “Financiamento”. Entre os 18 países avaliados, o Brasil apresenta a mais alta taxa de juros real de curto prazo (8,8%) e o maior spread da taxa de juros (32,2%) em 2018. Ora, se a CNI detectou esse grande “gargalo” no país, por que não elencou em suas sugestões uma reforma bancária?
Isso deveria estar na prioridade de suas reivindicações.

Outro fator apontado, é o “Tributação”, uma vez que o Brasil também ocupa o penúltimo lugar. Em 2017, a carga tributária no Brasil representou quase um terço do PIB (32,3%), de acordo com o estudo. Deveria ter ficado mais claro no estudo, exatamente os ofensores que compõe o fator tributação, uma vez que no Brasil, a classe trabalhadora é a que realmente é onerada por esse fator e para um estudo que considera que a legislação trabalhista passou por “melhorias”, é questionável esse apontamento.

O estudo de 96 páginas, aponta muitos indicadores, mas pouquíssimas sugestões de melhorias – se é que podemos considerá-las dessas forma. Tanto o estudo quando as reportagens que divulgaram o mesmo, mostram sintomas, mas não alternativas de solução.

A verdade é que a CNI reclama de uma situação que ela mesma ajudou a criar. É muito importante lembrar do golpe de Estado de 2016, onde a entidade forneceu todo o apoio para que essa verdadeira aberração praticada pelos nossos poderes institucionais fosse realizada e agora, sofre com as consequências desse atentado contra o povo brasileiro, pois estamos vivenciando um verdadeiro desmonte do nosso pátio industrial e, contemplando a transformação do nosso país em um grande pasto e cultivo de plantação, ou seja, economia de colônia.

Os números do estudo que apresentam o declínio das nossas indústrias correspondem a nossa realidade, mas não basta apresentar indicadores, é necessário adotar medidas que farão as nossas atividades industriais serem retomadas, pois do contrário, a qualquer momento não vamos conseguir produzir sequer um palito de fósforo.

Também precisa ficar muito claro que a legislação trabalhista não melhorou, coisa nenhuma, e se já foi identificado que um dos nossos maiores ofensores são as taxas de juros e a carga tributária, que seja apresentada soluções e que estejam de acordo com os interesses do povo, não de acordo com meia dúzia de capitalistas parasitas.

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