Trabalho sem salário

Bolsonaro atrasa salários de médicos residentes em todo o país

A carga horária de 60 horas semanais é algo desumano, estão nos tratando como se fossemos máquinas

Conforme artigo do sitio Poder 360, de 15 de abril, os médicos residentes que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS), o governo não está repassando o valor da bolsa correspondente à R$ 2.800,00.

A denúncia foi feita em documento enviado à Comissão Externa da Câmara dos Deputados sobre a covid-19. “O regime de trabalho é de 60 horas semanais, e a remuneração é de aproximadamente R$ 2.800 líquidos. Recentemente o Ministério da Saúde anunciou a bonificação de R$ 667,00 mensais, durante seis meses. Porém, o órgão não pagou sequer a bolsa do mês de março dos residentes no primeiro ano de programa (R1). O pagamento foi iniciado no dia 1º de abril e apenas os R2 e poucos R1 receberam a bolsa. Conforme o artigo, trata-se de um problema recorrente. Residentes no segundo ano de programa e egressos de programas de residência relatam a situação é a mesma, ou seja, atraso no pagamento das bolsas dos R1”.

Os profissionais residentes são enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, farmacêuticos, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais, sanitaristas, entre outros. Todos atuam na linha de frente do SUS (Sistema Único de Saúde), que enfrenta a pandemia da covid-19 –doença causada pelo novo coronavírus.

Conforme os residentes informaram que, em dois de abril, o Ministério da Saúde entrou em contato com alguns dos profissionais por e-mail solicitando conta corrente para depósito. Inicialmente, a informação era de que os pagamentos atrasados seriam feitos até cinco de abril; a data depois teria sido ajustada para 14 de abril. Mas, até esta 4ª feira (15.abr.2020), segundo os residentes, o valor da bolsa ainda não foi depositado. (Poder 360 – 15-04-2020)

Os residentes e o caos da saúde pública

Diante da crise que assola o país e o mundo, com a pandemia do coronavírus, os hospitais estão abarrotados de pacientes, em São Paulo, estado com maior número de contaminados e de mortos do país pelo coronavírus, bem como o Rio de Janeiro, em segundo lugar, os profissionais de saúde estão se desdobrando para tentarem dar conta desse enorme contingente, porem é praticamente um trabalho hercúleo, uma vez que não profissionais suficientes, nem equipamentos de proteção e segurança, tais como, máscaras, luvas entre outros para os próprios profissionais, não tem macas, respiradores, etc..

Os hospitais como Emílio Ribas, e mais quatro estão superlotados e, são incontáveis o número de profissionais de saúde que foram contaminados e morreram.

Depoimento de residentes

Em relatos de pessoas do Hospital das Clinicas, da Faculdade de Medicina da USP, denunciaram que foram obrigadas a saírem de casa, pelo fato de evitar o contágio certo a seus familiares pelo coronavírus, tiveram que alugar imóveis próximos do hospital, estão tendo despesas extras e sequer é fornecido alimentação, não bastasse isso, a carga horária de 60 horas semanais é algo desumano, estão nos tratando como se fossemos máquinas. Junta-se ao trabalho extenuante onde, toda a falta de responsabilidade dos governantes, a exemplo de, em São Paulo dos fascistas Doria e Covas, governador e prefeito respectivamente, como Witzel, Zema, Ibnez, a lista, no entanto é enorme, daí se vê passarem pelas mãos desses profissionais, entre três, quatro ou cinco ou mais corpos por dia, não receber é um verdadeiro escárnio.

No amazonas, no ano passado, houve uma grande evasão de médicos por falta de pagamento dos salários, na quarta-feira (15/04) os profissionais fizeram uma paralisação para protestar contra as condições desumanas em que estão sendo submetidos, além disso a atitude mais que irresponsável dos golpistas de retirar verbas do SUS, com o claro objetivo de acabar com ele, em beneficio aos mega empresários dos planos de saúde, como o atual ministro da saúde Nelson Luiz Sperle Teich, que publicou um vídeo que indagava, por causa de “recursos limitados”, “já disse que é preciso escolher entre atendimento a velhos ou adolescentes” (Viomundo – 16/04/2020) e hospitais particulares, como o Albert Einstein, Círio Libanês, São Luiz, Santa Catarina, Beneficência Portuguesa, entre outros espalhados pelo Brasil.

Qualquer semelhança não é mera coincidência

Apesar do vídeo do Teich que, muito bem poderia ser tratado por outro nome, devido suas declarações, o governo só não tem dinheiro para os trabalhadores, muito ao contrario, estão tirando os salários dos trabalhadores aumentando a exploração com as medidas provisórias 936/2020 e a 905 do programa da carteira verde amarela, além de agraciar os banqueiros e demais empresários com trilhões, o que corresponde a mais de 16% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Só o apelo ao Ministério da Saúde não vai resolver

Conforme denunciado pelos profissionais da saúde, a situação é recorrente e vem acontecendo com frequência, mesmo na gestão de ex-ministro Henrique Mandetta e era de se esperar entre os golpistas que fazem parte do grupo do fascista Bolsonaro, só têm um objetivo que é do esmagamento do conjunto da população, em benefício dos capitalistas, não iriam se preocupar com o povo e, neste caso, com os profissionais de saúde de conjunto. No entanto o parlamentar José Alexandre Padilha, deputado federal do (PT-SP), integrante do colegiado, enviou um requerimento na última quarta-feira (15) Luiz Henrique Mandetta, naquele momento, ainda ministro da saúde, cobrando os pagamentos e criticando a ausência da bolsa em meio à crise do coronavírus, como era de se esperar, nenhuma medida para atenuar a situação dos profissionais foram tomadas. Agora, a situação pode vir a piorar ainda mais.

Os profissionais da saúde de Belém mostraram que o caminho tem que ser além de um simples ofício, é preciso que a manifestação daqueles profissionais sejam multiplicadas, é necessário que a CUT, única representante de fato dos trabalhadores assuma a tarefa de organizar e coordenar essa luta, junto com os demais sindicatos, movimentos populares, etc..

A preciso organizar imediatamente a greve.

Pagamento imediato dos salários dos profissionais da saúde

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