O governo golpista de Jair Bolsonaro em pleno ápice da pandemia continua tirando os direitos dos trabalhadores. Agora é a vez das gestantes.
A MP 936 prevê que grávidas podem ter salários e jornadas reduzidos e contratos de trabalho suspensos. Um absurdo, pois em um momento da vida tão delicado pode ser demitida por estar grávida, a decisão afeta o orçamento de mais de 60 mil trabalhadoras que se preparam para ter filhos.
A Medida Provisória (MP) nº 936, foi editada pelos golpistas alegando que era para preservar empregos, uma mentira pois os golpistas estão aproveitando-se da pandemia para demitir e reduzir os salários de todos os trabalhadores.
A medida regulamenta que as grávidas podem ter redução de jornada de trabalho e salários de 25% a 70%, por 90 dias e a suspensão de contratos de trabalho por 60 dias. Somente estão resguardadas as trabalhadoras que já estão em licença-maternidade.
A situação da mulher no mundo já é calamitosa, pois já ganham menos que os homens na mesma função ou cargo, em época de crise são as primeiras a serem demitidas, a pandemia somente agudiza e aprofunda o profundo desprezo que os direitistas tem em relação as mulheres.
As mulheres são sempre as mais prejudicadas, mesmo representado quase 50 % da forca de trabalho, menores salários, menos direitos, que é o que está acontecendo com as gravidas, a situação em muito tem se agravado diante da posição do sindicato de absoluta capitulação diante da MP, agravada pelo fechamento dos sindicatos.
Diante desse e de todos os ataques que tem ocorrido com os trabalhadores, com agravante com as mulheres trabalhadoras que perdem seus empregos, ou tem que trabalhar em condições insalubres. Agora com essa MP os patões podem jogar mães e filhos na mais completa miséria.
É preciso que a CUT chame assembleias, pois os trabalhadores estão sendo massacrados, não adianta fazer live e muito menos pedir a sensibilidade dos golpistas, é preciso reabrir os sindicatos e chamar a mobilização dos trabalhadores, principalmente das mulheres que estão abandonadas e grávidas em plena pandemia. Os sindicatos precisam rechaçar essa política de frente popular com os “golpistas civilizados”, pois não tem nada de civilizado quando reduz os salários de gestantes ou demitem.




