Com a crise econômica e social, agravadas pela pandemia do coronavírus, começaram a aparecer iniciativas assistencialistas por parte de setores da burguesia. Elas são, grosso modo, uma maneira de substituir a ação do Estado, que teria a obrigação de garantir assistência a todos, mas o dinheiro que deveria ser usado para o povo vai para os baqueiros e os grandes capitalistas.
Muitos setores da esquerda acabam caindo nessa política da burguesia, acreditando que a caridade seria a solução para, se não todos, ao menso parte dos problemas sociais. Essa confusão é até certo ponto compreensível principalmente quando aparece em ações individuais.
O problema se agrava quando um organização da esquerda adota tal política assistencialista. Mais ainda, quando essa organização substitui a luta política pela ação assistencial.
A CUT e outras entidades têm levantado campaanhas de doação para as pessoas com necessidades básicas para amortecer os impactos da pandemia sobre elas. Embora seja louvável a boa intenção é preciso dizer claramente que esse não é o papel de uma entidade sindical.
Ainda mais quando os sindcalistas – a maior parte deles – adotaram a política da esquerda pequeno-burguesa de ficar em casa e não fazer nada para mobilizar o povo.
Uma entidade sindical não tem que fazer caridade, precisa organizar os trabalhadores na luta contra os patrões. No momento, seria preciso que a CUT e os sindicatos estivessem com um trabalho de mobilização daqueles trabalhadores que estão expostos ao vírus, sendo obrigados a trabalhar sem proteção. Mais ainda, as entidades sindicais, populares e de esquerda deveriam estar mobilizando o povo para exigir do governo que atenda as necessidades da população que mora nas periferias da maior parte do Brasil e que não podem ficar de quarentena por muito tempo sem começar a passar fome.
A pandemia criou, por influência da ideologia burguesa, uma política de unidade nacional em nome do combate ao vírus. Nada poderia ser mais criminoso contra o povo. Em momentos como esse, de crise social aguda, a luta de classes é ainda mais aguda.
Por isso, as organizações devem estar à frente da luta dos trabalhadores e apresentar um programa para eles.




