Abrir os sindicatos já!

A derrota da MP 936 só ocorrerá com a moblização dos trabalhadores

A Central Única dos trabalhadores se posiciona diante da Medida Provisória 936/2020, pela negociação coletiva com os sindicatos, contra o rebaixamento dos salários

O governo do fascista Jair Bolsonaro, juntamente com o banqueiro, golpista e ministro da economia Paulo Guedes, para salvaguardar os capitalistas da crise instaurada com a pandemia do coronavírus, além de destinar trilhões, resolveu mexer no bolso dos já rebaixados salário dos trabalhadores, instituindo a Medida Provisória 936/2020.

Para entendermos como vai desfalcar o conjunto da classe operária, esta medida pode desfalcar os trabalhadores em até 70%, ou seja, tanto os golpistas do governo e principalmente os grandes empresários e banqueiros querem matar os trabalhadores de fome.

A redução nos salários e a jornada de trabalho podem ser com os seguintes percentuais, 25%, 50% ou 70%. Os trabalhadores teriam direito ao auxílio desemprego na mesma proporção. Ou seja, o governo vai subsidiar a redução dos salários, com recursos públicos, financiando os capitalistas diante da crise.

De acordo com o exemplo da CUT, em seu artigo de sábado (11), “um trabalhador ou trabalhadora que ganha R$ 1.500,00 e tiver o contrato suspenso por até 60 dias, vai receber um benefício de R$ 1.200,00. Outro que ganha R$ 3.000,00 vai receber de benefício R$ 1.813,03. Quem ganha R$ 10.000,00 vai receber um benefício de R$ 1.813,00, ou seja, vai perder 80%”.

Em outro exemplo, os trabalhadores que recebam um salário de R$ 1.500,00 por exemplo, acabarão recebendo um valor abaixo da esmola do salário mínimo, conforme cálculos da Central, caso uma redução de jornada de trabalho de 70%, o salário será de R$ 840,00.

As regras da nova medida estipula em 60 dias o prazo de validade da suspensão do contrato de trabalho, porém, o desconto nos salários pode durar 90 dias. A MP, no entanto, deixa livre a situação da volta dos trabalhadores, oferecendo uma oportunidade, dos patrões demitirem quando do final dos dois meses.

A CUT diz ainda que, “para buscar a diferença entre os valores previstos na Medida Provisória, os trabalhadores precisam se unir imediatamente a seus sindicatos. Apenas em um acordo coletivo, firmado pelo sindicato, os trabalhadores poderão garantir que a diferença entre o salário atual e o benefício seja paga pela empresa”.

Defender os tralhadores diante da crise

A CUT disse estar trabalhando contra a MP e contra a realização de acordos individuais. Diz ainda que, “os trabalhadores querem continuar recebendo seus salários integralmente e terem seus empregos, salários e benefícios garantidos durante e após a pandemia. Por isso, a CUT se coloca contra acordos individuais e a favor de acordos coletivos com a participação dos sindicatos”.

No entanto, para que a luta tenha efeito na pratica, é preciso uma mobilização real dos trabalhadores — e a CUT, como maior organização da classe operária no país, cumpre um papel decisivo. É preciso formar conselhos populares entre todas as categorias e enfrentar os capitalistas, exigindo a derrubada do governo Bolsonaro.

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