No último domingo, dia 31 de maio, torcedores dos times paulistas, com predominância da Gaviões da Fiel, saíram nas ruas em um ato antifascista contra a manifestação bolsonarista que ocorria na avenida Paulista, em São Paulo.
Foi uma manifestação que efetivamente conseguiu colocar a extrema-direita na defensiva e serve de exemplo para outras que devem ser convocadas em várias cidades do País. Os bolsonaristas, em menor número, só não foram varridos pelo povo porque a a Polícia Militar entrou em ação para protegê-los, inclusive reprimindo violentamente a manifestação dos torcedores.
A palavra de ordem central da manifestação era “democracia”, que vinha junto com cantos e gritos contra o fascismo, a ditadura, e em defesa do povo. Era claramente um ato que se propunha a se opor às ameaças golpistas da extrema-direita no País.
Quando os corintianos, demais torcedores e outras pessoas presentes na manifestação defendem a “democracia”, não querem a democracia dos ricos, a falsa democracia do regime golpista, do STF e do Congresso Nacional compostos por elementos que são inimigos do povo; pois essa é a democracia dos que sustentam os bolsonaristas e dos responsáveis pela eleição fraudulenta de Bolsonaro.
É muito diferente da “democracia” que a direita e a frente ampla defendem. Essa democracia é na realidade uma enorme farsa. Uma “democracia” que serve como sustentação de um golpe que foi dado para derrubar um governo eleito a fim de estabelecer no País um regime de ataques aos trabalhadores e todo o povo oprimido.
Portanto, a lição dos que saíram às ruas na Paulista e também em várias capitais é a luta contra o fascismo e a ditadura que a direita golpista de conjunto querem implementar no País. A extrema-direita bolsonarista é apenas a expressão dessa ditadura.
A frente ampla, que procura defender as instituições do regime golpista, é inimiga dos que saíram às ruas. A frente ampla é a preservação dessa ditadura.





