Desde a madrugada do dia 25 de junho, os jornalistas de Alagoas estão em greve e esperam um acordo.
O motivo?
As empresas de comunicação, entre elas o grupo TVs Gazeta (afiliada da Rede Globo, cujo dono é o Collor), Pajuçara (Rede Record) e Ponta Verde (SBT), se uniram para reduzir o valor do piso salarial dos jornalistas em 40%!!
Os jornalistas estão em um momento crítico de ataques e retirada de direitos, um enfraquecimento da categoria.
Antes da greve, o sindicato e as empresas tentaram uma negociação em que os trabalhadores reivindicaram reposição inflacionária e as empresas responderam com redução do piso em 40%. Foram realizadas seis reuniões e os representantes das emissoras não cederam ao pedido.
Segundo o Sindicato dos Jornalistas, 90% da categoria aderiu à paralisação, incluindo, além das emissoras de rádio e TV, também trabalhadores de jornais impressos.
Não é de hoje que as empresas de comunicação de Alagoas estão atacando os direitos dos comunicadores.
Em novembro de 2018, a Organização Arnon de Mello, de propriedade do senador Fernando Collor de Mello, demitiu 30 dos 45 jornalistas do jornal Gazeta de Alagoas e não indenizou os demitidos.
Além disso, passou a contratar estagiários por R$100 de bolsa e auxílio transporte. O valor é inferior ao que o mercado paga no estado, que vai de R$ 400 até um salário mínimo.
O Ministério Público do Trabalho está mediando a negociação entre o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas e as empresas de comunicação do estado, diante do impasse na definição de um acordo salarial para os trabalhadores.
Diante dos absurdos e desrespeito total aos profissionais da comunicação no estado de Alagoas, a greve é a única resposta que os capitalistas entendem. Todo apoio aos jornalistas.




